Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 24/09/2019
Atualmente, o Brasil vem enfrentando problemas relacionados ao sedentarismo,ou seja, a falta de atividades físicas realizadas pela população, resultando em um gasto calórico reduzido. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 46% dos adultos do país são sedentários. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os avanços tecnológico como impulsionador do problema e a consequência de uma vida sedentária.
Em princípio, é possível analisar que o avanço tecnológico induz o sedentarismo. Uma vez que, movimentos e tarefas antes muito executadas pelas pessoas, hoje estão sendo extintas, como exemplo, o simples fato de se deslocar para atender um telefone, ir trocar de canal do aparelho de TV e até mesmo ir a rua pra comprar comida, estão dando lugar a tecnologia. Além disso, as inovações atuais trazem atrativos como filmes, séries e vídeo games, o que, muitas vezes, faz com que o indivíduo prefira escolher algumas desses atrativos ao invés de escolher praticar atividade física. Dessa forma, torna-se evidente como a sociedade ainda precisa aprender a usar as tecnologias sem deixar que essas comprometam sua saúde.
Faz-se mister, ainda, salientar as doenças crônicas como consequência de uma vida sedentária. Segundo a Revista de Saúde Publica da USP, no Brasil, cerca de 70% das pessoas possuem hipertensão, obesidade e diabete, o que coincide também com a taxa de sedentarismo. Ademais, a atividade física além prevenir doenças também é eficaz no tratamento de diversas doenças. Sob tal ótica, fica evidente como o sedentarismo pode prejudicar a saúde da população e a importância da inserção da atividade física no cotidiano da sociedade brasileira.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para que haja um mundo melhor. Logo, o Ministério da Saúde junto com a mídia deve promover campanhas de incentivos a atividade físicas mostrando as consequência do sedentarismo e que é possível utilizar as tecnologias sem comprometer a saúde, a fim de que a população se consenciente e busque melhorar seu estilo de vida. Ademais, o governo a partir da Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (Snelis), deve disponibilizar espaços com que atividades físicas gratuitas, monitorada por profissionais de educação física, estimulando a população a se exercitar, para que assim o sedentarismo deixe de ser um problema no Brasil.