Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 30/09/2019

O corpo social, como denominou o sociólogo Émile Durkheim, é a ligação entre os integrantes de uma sociedade, que comutantemente é influenciado por instituições sociais, em todos os aspectos. No entanto, o falho incentivo dessas instituições em relação ao modelo de vida saudável e a influência de práticas para adaptação a contemporaneidade, referente a praticidade, corroboram para o crescimento do sedentarismo e em consequência a obesidade no mundo.

Primeiramente, a realização de eventos esportivos, como as Olimpíadas, tem como objetivo real a diligência de competições sadias, promoção da paz e o incentivo à praticas esportivas, mas boa parte dos competidores mantêm a boa forma só visando a premiação, ao contrario dos fundadores do evento na Grécia Antiga, que  a criou para cultuar deuses, mas mantinham um bom físico, almejando um belo corpo, na concepção da época, e o principal, que era a vida saudável. Ademais, na atualidade, sem esse incentivo, grande parte da sociedade não pratica nenhuma atividade esportiva e cultiva hábitos que não são saudáveis, ficando suscetíveis à vários problemas de saúde, como: diabetes, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral; podendo levar até a morte.

Além disso, os impactos das Revoluções Industriais, relacionados ao modelo de vida da população contemporânea, visando a praticidade, ocasionou a diminuição do esforço físico e da mobilidade, intensificando os casos de obesidade. Conforme os dados apresentados pela Organização Mundial da Saúde, em 2018, cerca de 80%  dos jovens são sedentários. Esses, que são a camada popular mais imergida nas adaptações da atualidade, consomem alimentos com alto teor de conservantes e gordura, pouco saudáveis, e  não praticam  atividades físicas o suficiente, devido ao amplo tempo gasto com computador, celular e televisão. Isso só evidencia a gravidade do problema de saúde pública, que futuramente, acarretará em uma população adulta com  graves doenças.

Sendo assim, fica evidente a não atuação correta das instituições sociais, o problema decorrente da ampla utilização tecnológica e a prática de maus hábitos. É, portanto, dever do Governo e das famílias atuarem para amenizar a problemática. O primeiro, por meio dos Ministérios da Educação e Saúde, em parceria, ampliando a realização de eventos esportivos que envolvam as escolas, incentivando os jovens a praticarem mais esportes e inserir esse hábito a rotina. E o segundo, por meio dos pais, inserindo os filhos em uma rotina saudável desde criança, incluindo alimentação e prática de atividades físicas e, também, dispondo horários para a utilização de eletrônicos. Tudo isso a fim de diminuir o sedentarismo e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.