Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 02/10/2019
No filme “Wall-E”, os humanos se tornaram totalmente dependentes das tecnologias, de modo que, em certo ponto, não conseguiam mais andar, pois adquiriram o quadro de obesidade mórbida. Fora da ficção, o Brasil enfrenta sérios problemas quanto a questão do sedentarismo, o qual se baseia na insuficiência de atividades físicas e gastos calóricos que, se não houver mudanças nos hábitos do indivíduo, pode levar a diversos problemas de saúde. Esse cenário, então, demonstra necessidade de medidas para sua resolução.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que, segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Nesse sentido, é compreensível a recorrência de maus hábitos no estilo de vida da sociedade brasileira. Isso porque não existem, na maior parte das escolas, aulas que incentivem e reforcem a prática de exercícios regulares, bem como de uma alimentação balanceada, de modo que o futuro cidadão cresce cercado de péssimos costumes que afetarão seu desenvolvimento.
Ademais, também é necessário salientar sobre os diversos problemas de saúde que acompanham o sedentarismo, presente em quase metade dos adultos brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde. O ser sedentário tem o organismo como um todo afetado, por exemplo, o funcionamento do coração é alterado, assim como a regulação dos níveis de glicose no sangue. Esses fatores são catalisadores para o surgimento de problemas como a diabetes, aumento da pressão arterial e infarto, que ocasionam mortalidade precoce.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para que os índices de sedentarismo diminuam juntamente com os das doenças que o acompanham, urge que o Ministério da Educação, em parceria com a Organização Mundial da Saúde, realize campanhas de instrução sobre como ter um estilo de vida mais saudável, por meio de aulas dinâmicas e teóricas nas escolas, para toda população, a qual entenderia os benefícios dos exercícios físicos regulares, bem como os de uma alimentação saudável, de modo que os participantes com os melhores desempenhos nas dinâmicas ganhariam brindes, o que incentivaria a presença. Somente assim o Brasil pode avançar mais um passo no caminho para o desenvolvimento.