Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 02/10/2019
“No meio do caminho tinha uma pedra”. Através desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, é possível refletir sobre como a vida inativa em relação à atividades físicas se configura como um entrave no Brasil atual e segue intrínseco à sociedade. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas dessa chaga social.
A princípio, é notório que a maioria dos brasileiros não faz atividades físicas regularmente, destacando-se a população jovem. Segundo a Organização Mundial de Saúde, quatro a cada cinco adolescentes não praticam exercícios. Isso ocorre, sobretudo, devido ao lamentável descaso dado à própria saúde, o que é inadmissível, haja vista que o sedentarismo pode ocasionar problemas respiratórios e até mesmo osteoporose.
Outrossim, é irrefutável que a desorientação da população provoca o engajamento do problema. De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, a vida em sociedade exige uma consciência coletiva, na qual o papel da escola é fundamental na transmissão de conhecimentos. Entretanto, a falta de debates sobre a saúde física nas salas de aula é perceptível, fato esse que intensifica esse quadro contraproducente, uma vez que esses indivíduos não estariam cientes das consequências de uma vida sedentária.
Medidas, portanto, são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve promover palestras nas escolas ministradas por professores e especialistas, por meio de documentários que fitem a importância da atividade física para uma vida saudável, de modo a reforçar possíveis problemas relacionados à falta de exercícios. Espera-se, com isso, que esse obstáculo seja superado e que a teoria de Durkheim, por fim, seja respeitada.