Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 08/10/2019
Segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, atualmente, verifica-se uma modernidade líquida - na qual as novas tecnologias dinamizam as relações sociais e os modos de produção. Entretanto, em meio a isso, é perceptível o surgimento de uma contradição, pois o tempo destinado a atividades físicas se torna banalizado, fato que culmina em um dos maiores problemas deste século: o sedentarismo.
Em primeiro lugar, é necessário estudar as causas desse problema. Nesse aspecto, devido aos novos hábitos de vida, como os “fast-foods” e as relações virtuais; ocorre uma desvalorização das atividades físicas que, além de estarem relacionadas à dor, não se encaixam no tempo disponível. Além disso, é notável destacar que o sedentarismo se inicia enquanto criança, por consequência, também, da falta de incentivo dos pais, motivados por fatores externos, como a violência urbana. De fato - segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 80% dos adolescentes não praticam exercícios físicos suficientes no mundo.
Com isso, é preciso apresentar os principais impactos ocasionados por esse novo estilo de vida. Nesse sentido - a obesidade, as cardiopatias e alguns distúrbios psicológicos podem ser as principais consequências. Afinal, além do prejuízo ao funcionamento do corpo, o indivíduo se focaliza em um cenário de pessimismo e dor pelo seu estado. Com efeito, o filósofo Yuval Harari comenta, em seu livro Homo Deus, que, nos últimos anos, o sedentarismo causou mais problemas do que a fome no mundo.
Diante do exposto, fica claro, portanto, que o sedentarismo pode ser tratado como um dos principais flagelos da atual sociedade. A fim de reverter essa realidade, é mister que o Ministério da Cultura, em parceria com o terceiro setor, invista na criação de feiras em espaços públicos para a população. Desse modo, por meio de atividades físicas acompanhadas por especialistas e aulas instrutivas sobre bons hábitos, será possível apresentar alternativas e novos modos de vida. Apenas assim, a contradição da modernidade líquida poderá ser superada.