Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 21/10/2019

No filme Wall-e é retratado um cenário futurístico em que a tecnologia gerou dependência e comodismo na vida dos seres humanos. Nesse sentido, a obra mostra o sedentarismo, motivado pelo abandono de atividades físicas e a adoção de uma má alimentação. Fora da ficção, a realidade da animação pode ser relacionada ao contexto brasileiro, no qual o sedentarismo é um mal que contribui para sérios danos à sociedade contemporânea. Cabe analisar, portanto, a influência da tecnologia como causa, bem como os problemas de saúde em decorrência disso.

A priori, o estilo de vida da sociedade brasileira foi afetado com a introdução da tecnologia. Sob esse viés, a Revolução Técnico-científica, do século XX, possibilitou práticas diárias mais facilitadas - essencialmente voltadas à locomoção -, como por exemplo as escadas rolantes, os elevadores e os automóveis. Dessa maneira, os brasileiros passaram a preferir essas novas práticas, que requerem um menor esforço físico, logo, um menor gasto energético. Assim, o país não pratica atividades físicas o suficiente, uma vez que o sendentarismo está intimamente ligado à substituição de pequenos costumes diários saudáveis. Por conseguinte, para combatê-lo é necessário a inclusão dessas atividades no cotidiano, tais quais subir escadas e ir andando até o trabalho, ao invés dos aparelhos tecnológicos.

A posteriori, o sedentarismo acarreta em diversas doenças, dentre elas a Obesidade. Isso se deve a falta de exercícios físicos aliada à uma alimentação carente de nutrientes na rotina dos brasileiros, visto que segundo o Ministério da Saúde, em 10 anos, o número de obesos aumentou cerca de 60%. Ademais, a mudança do estilo de vida pós Revolução Industrial fez crescer a necessidade pelos alimentos industrializados, pois apresentam o benefício de consumo e preparo rápido - atitude bastante clara em Wall-E, quando os humanos ingerem apenas “fast-foods”. Diante disso, a saúde da população é afetada, pois a população não consome os nutrientes necessários para um bom funcionamento do organismo, além de aumentar a chances de morte.

Portanto, medidas devem ser realizadas para reverter essa situação. Cabe ao Estado incentivar o exercício físico, não só de alta perfomance - o esporte -, mas também o resultante de simples ações diárias, como caminhar e andar de bicicleta. Isso deve ser feito, por meio de políticas públicas que  construam espaços públicos de lazer e áreas verdes a toda a população, uma vez que por meio da atividade física haverá redução dos gastos na saúde pública, pois reduz o risco de doenças. É dever, também, do Ministério da Saúde realizar campanhas que incentivem o hábito de uma boa alimentação, além da ida dos habitantes à nutricionistas, a fim de reduzir os casos de Obesidade . Dessa forma será possível melhorar a qualidade de vida da população brasileira.