Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 28/10/2019

Durante os séculos XVIII e XIX, pleno apogeu da Revolução Industrial, a vida da classe operária tornou-se mais intensa e com pouco tempo de lazer, ocasionando, assim, vários problemas de saúde para a população devido ao sedentarismo. Embora nesse contexto, houvesse grandes movimentos sociais que conquistaram a diminuição da jornada de trabalho e instaurar um maior período de repouso, é fato que, atualmente, grande parte da população não pratica atividades físicas que proporcionem o equilíbrio da caloria corporal. Indubitavelmente, essa negligência está intrinsecamente ligada ao cotidiano cansativo da sociedade que ocasiona sérios problemas de saúde.

Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que o capitalismo proporcionou uma sistematização exaustante da jornada de trabalho que, consequentemente, corroborou para o sedentarismo na sociedade. Acerca dessa premissa, é lícito referenciar o filme ‘‘Tempos modernos’’, no qual descreve a exploração da classe trabalhadora e uma rotina fatigante que não oferece descanso para o trabalhador cuidar de sua saúde tanto física como psicológica. Nesse sentido, o atual contexto do sedentarismo na população tem sua origem no modo de vida árduo das pessoas. Segundo o Diagnóstico Nacional do Esporte, cerca de 25% dos sedentários brasileiros afirmam não possuir tempo para a prática de atividades físicas. Assim, fazem-se fundamentais alterações na conjuntura do trabalho dessas pessoas.

Ademais, é notório que o sedentarismo é um dos principais agentes causadores dos problemas de saúde na população. A esse respeito, a pratica de exercícios físicos é essencial para a homeostase do organismo humano, pois é por meio destes que há a perda de calorias e evita problemas crônicos de saúde. No entanto, grande parte da população não segue essa orientação. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 60% da população mundial é sedentária. Dessa forma, esse impasse atrelado ao consumo exagerado de alimentos industriais somam várias doenças relacionada ao sistema cardiovascular, bem como a obesidade tornam-sem mais frequentes na sociedade.

Portanto, é inquestionável que as mudanças ocorridas no cotidiano da população resultaram a restrição do tempo das pessoas praticarem atividades físicas, ocasionando, assim, o sedentarismo na sociedade. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Economia, por meio de uma reforma trabalhista, reduzir a carga horária de determinadas profissões que dificultam o tempo de lazer dos trabalhadores. Além disso, é imprescindível que nas escolas tanto pública como privadas haja nas aulas práticas de Educação Física e a conscientização de locomoção por bicicletas. Outrossim os professores devem motivar os alunos à praticarem exercícios físicos. Possivelmente, dessa forma, a sociedade alcançaria uma vida mais saudável e livre do sedentarismo.