Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 23/10/2019

A Revolução Industrial alterou significativamente a vida do homem, uma vez que permitiu o surgimento dos automóveis e dos aparelhos digitais. Todavia, apesar de esses elementos trazerem conforto, eles auxiliaram no avanço de um dos maiores problemas enfrentados no Brasil do século XXI: o sedentarismo. Entre os impasses para o combate a essa problemática têm-se a cultura do imediatismo e a sociedade do desempenho.

Antes de tudo, é válido ressaltar que o imediatismo do mundo contemporâneo contribui para a vida sedentária que grande parte dos brasileiros levam. Nessa perspectiva, uma vez que tudo precisa ser resolvido de forma rápida e instantânea, é mais cômodo usar a tecnologia para trabalhar em diversos projetos ao mesmo tempo e sem sair do lugar. Assim, devido a esse comodismo, a população realiza maior parte de suas tarefas diárias em frente a uma tela, sentada, sem realizar intervalos para se alongar e se locomover, o que pode causar problemas musculares e ósseos.

Ademais, a cobrança excessiva, que a sociedade faz ao indivíduo, por resultados faz com que a atividade física seja negligenciada. De acordo com o filósofo Chul Han, a pós-modernidade vive a sociedade do desempenho na qual o esforço individual é reconhecido pela quantidade de metas atingidas. Diante disso, a população trabalha exageradamente para obter cada vez mais resultados e, assim, acaba não destinando o tempo necessário para a prática de exercícios físicos. O efeito disso é um cansaço tanto físico quanto mental, o que prejudica a qualidade de vida.

Fica evidente, portanto, que o sedentarismo deve ser enfrentado para que a população atinja um bem-estar físico e mental. Para isso, o Ministério da Saúde, mediante campanhas televisivas, deve expor à sociedade a importância da prática de exercícios físicos, estimulando, dessa forma, a realização de caminhadas matinais e de alongamentos periódicos ao longo do dia. Além disso, cabe  ao Poder Público conceder incentivos fiscais às empresas que incentivarem seus funcionários a se exercitarem, seja, por exemplo, diminuindo a carga horária destes ou mediante parcerias com academias que ofereçam descontos a esses trabalhadores.