Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 31/10/2019

A partir das revoluções industrias, o mundo vivenciou drásticas mudanças, tanto no modo de produzir quanto no estilo de vida. Essa modernidade, que prega que tempo é dinheiro, produz uma “praticidade” que leva as pessoas a negligenciarem sua saúde. Sendo assim, o sedentarismo pode ser considerado o mal do século XXI, no qual não há tempo para cuidar da saúde, pois é responsável por desencadear muitas outras doenças. Logo, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Antes de tudo, é evidente que os brasileiros não dedicam tempo à saúde preventiva, cujo principal ponto é justamente ter um corpo ativo. Segundo dados do IBGE, metade da população adulta no Brasil pode ser considerada sedentária, ou seja, não pratica o mínimo de exercício físico para garantir um bom metabolismo. Nessa lógica, por não atentar à precaução de doenças, no final é preciso um investimento, tanto econômico como de tempo, maior no tratamento dessas mazelas que surgem por meio do estilo de vida sedentário.

Convém ressaltar, ademais, que as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no mundo. Partindo do pressuposto que um corpo inativo é muito mais propenso à adquirir essas condições, o sedentarismo pode ser considerado, indiretamente, o maior vilão da saúde humana na modernidade. De acordo com Aristóteles, a saúde e a felicidade são incompatíveis com a ociosidade. Desse modo, descuidar com a prática de atividades físicas é abrir mão de qualidade de vida e diminuir a expectativa de vitalidade.

Fica claro, portanto, que o sedentarismo é um problema de saúde pública e merece atenção especial do Estado para promover uma mudança de mentalidade na população. Desinente disso, é crucial que o Ministério da Saúde, por meio de campanhas publicitárias, incentive a conscientização referente ao padrão de vida que a maioria dos brasileiros tem e promova o aumento da prática de atividades mais simples, como a caminhada, que já consegue reduzir os riscos de infarto e AVC. Essas propagandas devem divulgar as consequências do sedentarismo e apresentar maneiras acessíveis de evitá-lo, como por exemplo, usar a escada no lugar do elevador. Para que, assim, o progresso desde as revoluções industriais também implique numa melhoria da vivacidade coletiva.