Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 28/10/2019

Com o advento das revoluções industriais, o modo de vida na sociedade passou por significativas mudanças e adquiriu maior conforto. Neste aspecto, a maior praticidade associada ao comodismo contribuiu para o aumento do sedentarismo na população, fator desencadeador de diversas patologias. Desafios como a falta de incentivo a prática de atividades físicas e os avanços tecnológicos, só fomentam o problema e necessita de um embate.

Em Primeiro plano, vale ressaltar, que embora tenha havido uma maior adesão a prática de exercícios, devido a grande propaganda midiática acerca do corpo perfeito, a rotina de hábitos saudáveis ainda mostra-se  uma realidade distante  da maioria dos brasileiros.Ademais, a falta de incentivo a prática de atividades físicas nas escolas e dentro do ambiente familiar só corrobora para o aumento do sedentarismo e as doenças a ele associadas, como:obesidade, colesterol e hipertensão arterial.

Outro fator a ser mencionado no que concerne ao aumento de hábitos sedentários é que estes são, por vezes, uma consequência do uso abusivo das tecnologias, uma vez que hoje tudo está a distância de um “clique” e as atividades cada vez mais práticas de serem realizadas. Tal panorama pode ser observado diariamente em ações como: sempre andar de carro, hábito de comprar pela internet para não ir a loja e na busca pela rapidez e imediatismo,como afirma Bauman em seu conceito de modernidade liquida.

Urge dessa forma a necessidade de mudar o cenário vigente. O Governo, em parceria com o Ministério da Saúde, deve promover campanhas, que incentivem a prática de atividades físicas, através de ações em escolas e na rede pública de saúde, a fim de mitigar o sedentarismo e alertar acerca de seus malefícios, formando assim uma sociedade ativa, mesmo diante das comodidades advindas das revoluções industriais.