Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 11/12/2019
Obesidade, hipertensão, diabetes e morte súbita. Essas são apenas algumas consequências que podem advir de um estilo de vida sedentário. Um fenômeno que se tornou o principal vilão relacionado à saúde no século XXI, e que cresce cada vez mais por conta do atual estilo de vida da maioria das pessoas, causando diversas doenças como as já citadas no início. Sendo assim, um tópico que necessita de um debate a fim de que se chegue a uma solução.
Em primeiro lugar, devemos refletir a respeito de como nós chegamos aos atuais índices de sedentarismo presentes na população. Sabe-se que, durante a maior parte da história da humanidade, a maioria indivíduos eram obrigados a realizarem algum tipo de atividade ocupacional que requeria um gasto de energia significativamente alto, fazendo assim com que o percentual de pessoas que gastavam seu tempo em atividades sedentárias fosse mínimo. No entanto, com o advento da industrialização e por consequência a modernização, houve uma inversão de desse modo de trabalho, sendo que, na atualidade, a maioria das pessoas se ocupam em atividades que não requerem um gasto energético muito grande. Essa tese é corroborada pelos dados da OMS, de 2017, nos quais 60% da população mundial era sedentária, sendo que no Brasil a estimativa de dados do IBGE, de 2013, é de que 46% da população levavam esse mesmo estilo de vida.
Em segundo lugar, vamos debater acerca das efeitos causados por esse fenômeno atual tão perigoso. Deve-se deixar claro que, a principal consequência do sedentarismo presente na população, é o seu conceito como um fator de risco para saúde. Isso significa que, a falta de uma rotina e hábitos ocupacionais que te impossibilita ter um gasto energético menor do que 2.000 calorias por semana, não é um problema por si próprio, mas sim por ser o fator principal da ocorrência de doenças graves como diabetes, hipertensão arterial, obesidade e até mesmo morte súbita. Por esse motivo, os altos índices de sedentarismo presentes na população são alarmantes, pois esse fenômeno é um elemento crucial na soma de fatores que podem levar a casos mais sérios.
Dessa forma, diante dos argumentos apresentados, vê-se que a tomada de uma solução para essa problemática é urgente. Essa solução pode acontecer através de uma colaboração entres os órgãos do Ministério da Saúde e da Secretaria Especial do Trabalho, que se uniriam a fim de lançarem uma campanha de incentivo a realização de atividades físicas em empresas, e demais postos de trabalho, a fim de reduzir os índices atuais de sedentarismo integrando hábitos ativos, fisicamente falando, à vida da população. Talvez assim, conseguiremos, enfim, ter uma população mais saudável e feliz.