Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 22/03/2020

É possível notar que o sedentarismo não é um problema recente na vida das pessoas, tomando como exemplo o caso do cantor Elvis Presley, vítima de um ataque cardíaco, fruto de sua obesidade. Esses e outros riscos já são retratados em filmes e seriados contemporâneos, alertando sobre as medidas a serem tomadas para prevenção e tratamento da doença. Ao contrário, o Estado desestimula a pratica de exercícios físicos e a alimentação saudável, não demonstrando importância ao mal do século.

No filme animado Wall-e da Disney Pictures, toda a população da Terra é obesa e vive sob o conforto tecnológico disponível na grande nave espacial que abriga. Não diferente, uma grande parcela da população brasileira prefere estar em frente aos videojogos ao sair para se exercitar. Nesse sentido, o Estado não utiliza esse fato ao seu favor, levando em consideração a enorme carga tributária em jogos eletrônicos que estimulam os jogadores a se movimentarem. Além disso, produtos alimentícios considerados saudáveis possuem um preço exorbitante, o que desincentiva a prática de uma vida saudável.

Em adição, o Estado, por muitas vezes não promove infraestrutura adequada para a prática do desporto, não existindo, em alguns lugares, calçadas e ciclovias para se exercitar com segurança, essa que, por sua pouca existência, também desmotiva as pessoas a saírem de casa, por medo de serem assaltadas e etc. Todos esses problemas configuram no aumento da quantidade de pessoas sedentárias no Brasil, ou seja, mais pessoas propensas a diabetes, hipertensão e dentre outras doenças.

Diante dos problemas apresentados, cabe ao Estado investir em segurança e infraestrutura, além de reduzir impostos sobre eletrônicos que incentivam a prática da atividade física e sobre alimentos saudáveis. Desse modo, aficionados por jogos poderão se exercitar em casa, e outros poderão se praticar exercícios tranquilamente ao ar livre, diminuindo a quantidade de pessoas sedentárias. Assim o Brasil evitará o mal do século e colocará o “progresso” da bandeira em prática.