Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 10/04/2020
Thomas Malthus foi uma personalidade importante à economia e à geografia, pois, sobretudo, desenvolvera a “Teoria Malthusiana”. Segundo essa, a humanidade cresceria em progressão geométrica, ao passo que os alimentos, aritmeticamente, ou seja, em pouco tempo, a sociedade sucumbiria à fome. No entanto, embora se sabe que Malthus não prevera o domínio tecnológico agropecuário, observa-se hoje que, do contrário da fome, o sedentarismo, atrelado à má alimentação, é uma das principais mazelas do século XXI, o que é resultado de um hábito ruim e incita problemas na saúde da população.
De início, cabe ressaltar que o nefasto hábito de comer em “fast-foods” é a principal razão da problemática, a qual se assemelha à “Lenda de Fausto”. Nela, o cientista Fausto, em detrimento da morte, outorga ao demônio Mefistófeles sua alma, instantaneamente, em troca de mais 30 anos guiados pelos prazeres mundanos. De maneira análoga à Fausto, os indivíduos, ao perpetuarem o costume de comer em lanchonetes “fast-foods”, expressam o ímpeto humano pelo que é rápido e prazeroso, o que, nesse viés, acoberta um “demônio”: o sedentarismo.
Por conseguinte, enquanto esse traço perdura, essa idiossincrasia contemporânea promove uma sociedade frágil no que concerne à saúde. Isso porquanto, em virtude da industrialização e do superprocessamento de alimentos, é fato que, biologicamente, o organismo humano não suporta essa rotina. Nesse sentido, se essa conjuntura não for dissolvida, o sedentarismo continuará implacando uma população que se assemelha ao documentário norte-americano “Super Size Me”, no qual o criador se dispôs a comer apenas “fast-foods” da rede “McDonalds” durante um mês. Assim, observou-se que foi necessário parar o desafio antes do dia 30 em razão de complicações médicas, sendo necessário uma dieta desintoxicante. Logo, é notório que o sedentarismo, causado pela má alimentação, tem efeitos lamentáveis na saúde do povo.
Portanto, visto as consequências infelizes do problema, infere-se que é mister eliminar esse hábito para atenuar o sedentarismo. Para tanto, compete à OMS - Organização Mundial da Saúde -, de enquanto instância legítima máxima nesse aspecto, o dever de regulamentar todas as redes de “fast-food”, de forma a limitar os elementos corrosivos dos alimentos produzidos e a penalizar aquelas que dissonem do previsto, por meio de uma assembléia jurídica com todas as nações, a fim de diminuir o sedentarismo no mundo, visto que é, mormente, promovido pelo hábito de comer em “fast-foods”. Destarte, observar-se-iam indivíduos que poderiam refutar Malthus sem “emboras”, erradicando tanto os problemas que circunscrevem a má alimentação, quanto a fome de acordo com o geógrafo.