Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 01/05/2020

A 3ª Revolução Industrial marcada pelo “Meio Técnico Cientifico, Informacional”, retrata o uso constante da tecnologia, ocasionando cada vez mais a acomodação do indivíduo. Na contemporaneidade, nota-se a grande acomodação por parte da população pelos aparelhos tecnológicos, e como consequência o sedentarismo individual. Logo, urge que o Estado encontre meios para reverter esse cenário.

Em primeira análise, vale destacar que de acordo com o escritor Albert Camus, em sua teoria “Consciência do Absurdo”, o homem só é capaz de mudar a sua realidade quando ela estiver caótica. Prova disso é a realidade que se faz presente na sociedade brasileira, em que a ausência de prática de esportes físicos leva o indivíduo a um estado de auto acomodação, podendo assim gerar diversas consequências, como por exemplo, as doenças cardiovasculares. Além disso, os problemas mentais decorrentes do preconceito por parte da população com o indivíduo, é algo constante e abordado pelo escritor Paiva Netto, deixando explícito que “ O vírus do preconceito agride mais que a doença”.

Dessa forma, ainda que ações governamentais tenham implantado programas como a academia da saúde, por exemplo, e aparelhos para exercícios físicos em praças públicas, não é o suficiente para tirar esses indivíduos do sedentarismo. Além disso, a má alimentação, principalmente de produtos industrializados, como por exemplo, os famosos fast-foods, que são trazidos por Dalivery e aplicativos de comida como o “ifood”, causam a acomodação e o sedentarismo cada vez mais por parte do indivíduo, pelo fato que a população não precisa sair de sua residência para ir em local comercial.

Portanto, conforme os fatos supracitados, faz-se necessário que o Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, aumente o número de projetos municipais com aulas de Educação Física que envolvam nutricionistas, professores e médicos, com a finalidade de evitar o sedentarismo e consequentemente doenças decorrentes desse mal. Ademais, o Ministério da Educação em parceria com os órgãos públicos, devem propor que às escolas desenvolvam projetos que incentivem os alunos a praticarem esportes nas escolas e em casa, com o intuito de evitar o sedentarismo e “desgrudar” do meio tecnológico.