Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 14/10/2020

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 60% da população global não pratica a quantidade mínima de exercício diário recomendado, o que é classificado como sedentarismo. Nesse aspecto, é evidente que tal descaso gera imensuráveis ricos à saúde, por isso, é necessário analisar as causas que levam a este fator para, somente assim, criar as bases necessárias para diminuir este impasse.

Primeiramente, é inegável que o ritmo de vida do hodierno, associado à falta de estrutura oferecida para a prática de exercícios físico colabora com este índice alto. Nesse sentido, aplica-se a teoria das janelas quebradas, do professor americano George Kelling, na qual explica que se uma janela foi quebrada e permaneceu sem reparo, há uma grande probabilidade de que arremessem pedras nas intactas e posteriormente ocupem e destruam o edifício. Ou seja, uma pequena desordem gera uma grande, sendo assim, a falta de tempo do dia a dia, a facilidade dos fast-foods e a inexistência de locais adequados para exercícios físicos se assemelham à pequena desordem e colaboram com o grande problema, o sedentarismo.

Outro aspecto a ser abordado são as consequências aliadas ao sedentarismo. Assim, problemas de saúde, como obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes, estão mais propícios a ocorrerem em indivíduos sedentários. Dessa forma, como saúde é direito de todos e dever do Estado, de acordo com o artigo 196 da Constituição Federal, este também torna-se igualmente responsável.

Logo, fica claro que medidas devem ser tomadas. Portanto, o Ministério da Saúde deve investir em profissionais especializados para apoiar a população na prática de exercícios, como educadores físicos. O Ministério da Infraestrutura deve criar locais adequados, como academias públicas, que ofereçam a infraestrutura necessária para os diferentes tipos de exercícios: hidroginástica, malhação, esportes, etc. Tais medidas têm como objetivo incentivar a população buscar um estilo de vida mais saudável, diminuir o índice de sedentarismo no cenário brasileiro e assim desenraizar as ameaças do mal do século.