Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 08/05/2020
No livro “O mundo de Sofia” do escritor Jostein Gaarder, vê-se que o saber é apresentado como uma forma de compreender os elementos que fazem parte da dinâmica da vida, baseado no pensamento lógico. É possível fazer uma analogia entre essa filosofia e o sedentarismo, já que ampliar o conhecimento sobre essa problemática pode permitir a sua resolução. Nesse contexto, é imprescindível analisar essa questão no Brasil.
De antemão, percebe-se que o Poder Público, ao permitir o sedentarismo, se mostra omisso. Isso porque existe uma deficiência no processo de conscientização, uma vez que falta estimular na população a importância da prática de atividades físicas, hábito importante para a saúde que tem diminuído significativamente ao longo dos anos, e consequentemente, tem provocado nas pessoas, algumas doenças, como problemas cardiovasculares. Dessa forma, nota-se que o Estado, ao não garantir o bem-estar de todos os cidadãos, rompe o contrato social teorizado pelo filósofo John Locke.
Além disso, enfatiza-se que, para alcançar uma sociedade sem sedentarismo, falta engajamento coletivo. Como prova disso, verifica-se a inércia da população em não lutar por investimento financeiro, dado que faltam verbas para a construção de espaços adequados para a prática de exercícios físicos, como por exemplo, academias públicas. Logo, levando em consideração as reflexões do sociólogo Zygmunt Bauman, pode-se explicar esse cenário, tendo em vista que, depois da Segunda Guerra Mundial, um pensamento pessimista abateu os indivíduos, que passaram a aceitar quadros negativos.
Convém, portanto, ressaltar que o sedentarismo deve ser superado. Para isso, é necessário exigir do Estado, mediante debates em audiências públicas, a conscientização social sobre a realização de exercícios motores, priorizando palestras realizadas por especialistas da área, com o objetivo de reduzir a ocorrência de doenças na sociedade. Ademais, é fundamental sensibilizar a população, via campanhas midiáticas produzidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sobre a importância de se adotar uma postura não resignada perante a problemática, potencializando, assim, a mobilização coletiva em prol da criação de espaços apropriados para o desenvolvimento de atividades motora. Desta forma, seguindo a filosofia de “O mundo de Sofia”, o sedentarismo poderá deixar de ser um desafio no Brasil.