Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 11/05/2020

Na constituição de 1988 está prescrito que a saúde é um direito de todos e é um dever do Estado, apesar de ser um privilégio é indubitável que a população trata a saúde individual com desprezo, principalmente no âmbito de doenças crônicas em que há uma romantização do estilo de vida sedentário e consequentemente há a fomentação de diversas doenças nos indivíduos tais como a diabetes. Além de que, as crianças e os adolescentes são influenciados pelas atitudes parentais e muitas vezes já nascem em um meio mórbido e tendem a adquirir enfermidades crônicas ainda na primeira fase da vida, favorecendo uma morte prematura.

Em primeira análise, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 descreveu que 45% da população adulta relata que possui pelo menos uma enfermidade crônica, ou seja, quase metade da nação brasileira já adquiriu uma maladia permanente e esse número só tende a aumentar com o tempo. Outrossim, a mídia exerce um papel determinante ao influenciar os indivíduos a respeito de um estilo de vida inadequado através da ingestão de fast-foods promovendo uma romantização do hábito indolente. Além de que, as enfermidades são promovidas de acordo com o estilo de vida ocioso, alimentação inadequada e o uso de álcool e outras drogas, por consequência pode suscitar uma população doente que possui uma qualidade de vida de inadequada e tende a sofrer de uma morte prematura no futuro.

Sob uma segunda análise, é notório que as crianças hodiernas já nascem em um ambiente cercado pela educação inativa por influência parental, portanto a maioria dos jovens possuem contato com os valores prejudiciais desde cedo. Da mesma forma, a má influência propicia o desenvolvimento de males como diabetes e hipertensão ainda na primeira fase da vida e consequentemente corrompe o ímpeto bem-estar juvenil. Isso é consoante com o pensamento de Sarah Hale que profere que nenhuma influência é tão poderosa quanto a de mãe, ou seja, os hábitos familiares cotidianos são depositados na mente de uma criança ainda na infância e provavelmente ela irá adquiri-los para sua vida.

Por tal prerrogativa, o Ministério da Saúde deve promover a conscientização da população acerca dos perigos dos males e em como ele pode prejudicar a vida do cidadão, sendo realizado por meio de propagandas nos principais meios de comunicação como televisão e internet e com o objetivo de democratizar o conhecimento acerca dos riscos e consequências das maladias. Além disso, o Ministério da Educação deve ministrar o conhecimento a respeito dos hábitos saudáveis para o público mais jovem, sendo exercido por meio de teatros com nutricionistas nas escolas e com a finalidade de prevenir as moléstias mediante a fomentação de práticas salubres e a promoção de uma sociedade ética e saudável seguindo os princípios de Karl Mannheim.