Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 24/05/2020

Consumir comidas industrializadas em grande quantidade, andar de carro durante pequenos trajetos e ter ajuda da tecnologia no trabalho são alguns dos comportamentos importados pelos brasileiros do “American way of life”. Dessa forma, há um menor gasto enérgico na execução das atividades diárias, que a longo prazo podem causar moléstias como a diminuição da massa muscular e problemas cardiovasculares . Em decorrência disso, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) o Brasil e o quinto país mais sedentário do mundo. Nesse viés, é necessário analisar esse cenário pode prejudicar o desenvolvimento dos brasileiros nas suas diversas fases de desenvolvimento.

Em primeiro lugar, a violência urbana contribui com a inércia de muitas crianças. Isso ocorre, pois o aumento da criminalidade faz com que grande parte dos pais tenham receio em deixar seus filhos praticarem jogos típicos de sua geração devido à falta de segurança pública nas praças e parques. Com isso, diversos meninos e meninas passam a maior parte do seu tempo livre diante de celulares e da televisão que são ocupações que requerem pouco esforço, logo, esse menor gasto energético pode cooperar também com a obesidade infantil. No documentário “Muito Além do Peso”, é possível verificar essa conjuntura, uma vez que os menores de idade começaram a apresentar doenças como diabetes tipo 2 e depressão. Assim, o sedentarismo compromete o crescimento saudável das futuras gerações.

Em segunda análise, a negligência do Estado na promoção de políticas públicas colabora com o sedentarismo. Na contemporaneidade, as tecnologias diminuíram os esforços físicos para a execução de diversas atividades. Por outro lado, o trabalho ainda ocupa grande parte do seu dia a dia, então, a maioria deles têm pouco tempo para se exercitar contradizendo as recomendações da OMS que sugere cerca de 150 minutos semanais. Além disso, a carência de infraestrutura como ciclovia e pista de corrida, por exemplo, em diversos municípios, favorece a inércia de muitos cidadãos. Como resultado, quem não possui renda, têm mais dificuldades em se exercitar.

Portanto, os problemas urbanos e a falta de investimento governamental podem reduzir a expectativa de vida. Nesse viés, para diminuir a inércia nos períodos iniciais de vida, os professores de educação física devem instigar a prática de esportes e de dança nas escolas por meio de gincanas, a fim de aumentar a adesão e a propagação de valores como a disciplina e a cooperação. É importante também, que as prefeituras aprovem a implantar de academias populares com uma equipe multidisciplinar para que haja orientação nas atividades aeróbicas, nutricionista e encaminhamento psicológico, sendo assim, a população poderá usufruir de modo gratuito e seguro desses espaços.Com essas medidas, o Brasil será capaz de deixar as posições iniciais no ranking da OMS.