Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 01/06/2020
O domínio da agricultura, no período neolítico da pré-história, marcou a transição do nomadismo para o sedentarismo, permitindo ao homem se estabelecer em um local fixo. No entanto, com o advento das Revoluções Industriais, a partir do século XVIII, o comportamento sedentário ganhou nova conotação em virtude da ausência de atividades físicas agravadas pela dependência das tecnologias digitais. Nesse contexto, superar essa problemática, consolidada como mal do século XXI, é um desafio para o país devido ao estilo de vida da sociedade, trazendo sérias consequências à saúde física e psicológica do ser humano.
Diante disso, o sedentarismo está associado ao comportamento cotidiano decorrente dos confortos da vida moderna. Sob tal ótica, crianças e jovens escolhem desfrutar do lazer por meio de jogos eletrônicos em celulares e tablets, ao invés de atividades que demandam gasto energético, como praticar esportes. Ademais, a correria do cotidiano capitalista faz com que os cuidados com a saúde sejam colocados em segundo plano, levando o indivíduo a negligenciar os exercícios físicos e a dieta balanceada. Segundo Steve Jobs, a tecnologia move o mundo, entretanto, também torna as pessoas “imóveis” devido à comodidade propiciada por ela.
Nessa discussão, a manutenção de um estilo de vida sedentário, pela pressão da modernidade, pode trazer consequências à saúde física e psicológica do cidadão. Nesse contexto, cabe citar a perda de flexibilidade articular, visto que a falta de alongamentos e exercícios dificultam o movimento comum de articulações. Além disso, o sedentarismo, às vezes, reflete quadros de obesidade, o qual pode desencadear problemas relacionados à autoestima. Assim, alguns transtornos alimentares podem surgir, como a bulimia ou a compulsão alimentar. Em virtude de tal cenário, o filme “Wall-e”, uma animação da Pixar, aborda acerca de um futuro no qual os últimos humanos restantes vivem um estilo de vida totalmente sedentário chegando a desaprender funções básicas, como andar.
Nunca se soube tanto sobre o quão necessário é se manter saudável, paradoxalmente, nunca houve tantas pessoas sedentárias como hoje em dia. Para combater essa mazela de saúde pública, é preciso que o governo, junto ao Ministério da Saúde e da Cidadania, invista no desenvolvimento e na implementação de diretrizes nacionais sobre atividades físicas benéficas à saúde. Para isso, é preciso utilizar a mídia de massa, que, por meio de propagandas, pode aumentar a consciência sobre os benefícios da atividade física, inclusive por meio da divulgação de vídeos interativos que possibilitem a prática de exercícios em casa. É necessário, também, a construção de academias e ginásios comunitários, a fim de incentivar a mobilidade social.