Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 03/06/2020

A prática de exercício físico melhora o funcionamento do organismo, incentiva a liberação de hormônios do prazer e evita o grande mal do século: o sedentarismo, o qual propicia o surgimento de diversas doenças. Contudo, no Brasil, existe mais incentivos ao consumo de produtos e tecnologias do que a prática de atividade física, fator contribuinte para a ociosidade. Além disso, essa hábito sedentário é passado de pais para filhos, agravando, também, o sedentarismo na infância.

A priori, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de metade da população brasileira é considerada sedentária. Esse fato está associado às comodidades que as novas tecnologias proporcionaram, como alimentos processados e eletroeletrônicos. Nesse sentido, apesar da existência dessas conveniências, a prática de atividades físicas é indispensável para uma boa qualidade de vida e, para isso, é preciso que haja incentivos, assim como há publicidades que incentivam o consumismo.

Ademais, de acordo com o escritor Coelho Neto, é na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais. Nessa lógica, pais sedentários transmitirão práticas sedentárias aos filhos. Em conseguinte, além de adultos com problemas de saúde suscitados pela ociosidade, haverá crianças com graves problemas de saúde, como obesidade e diabetes, por exemplo.

Infere-se, portanto, que a prática de atividades físicas está associada ao estímulo e ao costume. Assim, para que seja revertida a situação do consumismo sobreposto às práticas saudáveis, é necessário que o Ministério da Saúde invista na mídias de massa, mediantes campanhas e propagandas, para influenciar a sociedade a exercitar o corpo. Outrossim, o Ministério da Infraestrutura deve atuar investindo em formas alternativas de transporte, como aumentar a quantidade de ciclovias das cidades, a fim de incentivar a locomoção atrelada à prática de exercícios físicos.