Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 04/07/2020

A série norte-americana “Friends”, apesar das polêmicas envolvidas na forma em que falaram sobre assunto, aborda sobre o sedentarismo. Uma das protagonistas, Mônica Geller era obesa em sua juventude e sempre relata nos episódios sobre os problemas que a vida inativa combinada com má alimentação a causou, como obesidade, problemas emocionais, diversas dores e falta de disposição. Fora da ficção e em contexto brasileiro, o hábito de vida sedentário também ocasiona em vários problemas de saúde na nação. Certamente, isso é influenciado pelo cotidiano que as pessoas adquiriram no século XXI, voltado exclusivamente para o trabalho e que não as permite cuidarem devidamente de si.

Antes de tudo, vale ressaltar que uma das origens para o aumento da rotina sedentária está contida no sistema capitalista. Com o desenvolvimento do capitalismo, foi inserido no mundo um padrão de vida inalcançável que visa a realização das pessoas a partir do dinheiro, e para isso elas tem que focar a sua existência em seus empregos. Com base nisso, para os indivíduos terem mais tempo para trabalharem, suas refeições são voltadas para produtos industrializados de fácil preparo, que são calóricos e prejudiciais a saúde. Ademais, o negligenciado descanso é voltado para atividades sedentárias, como jogar vídeo game e assistir televisão, já que elas não tem energia ou tempo para se exercitarem.

No entanto, os pontos envolvidos na problemática não se restringem apenas às causas, mas também às consequências. Sem dúvidas, viver dessa maneira têm os seus resultados. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 60% dos indivíduos do mundo são sedentários, e no Brasil 46% desses são adultos. Dessa maneira, esses números mostram que esses sujeitos tendem a desenvolver doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, distúrbios articulares, alimentares e mentais. Apoiado nisso, podem voltar o estresse que sofrem a vícios, como o tabagismo e alcoolismo, o que só piora a situação.

Percebe-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir a quantidade de sedentários. É fundamental, que o Ministério da Saúde faça uma parceria com o Ministério da Educação e conscientizem os brasileiros sobre a questão. Essa conscientização ocorreria por meio de propagandas, com linguagem acessível,  nas mídias  e palestras, administradas por professores de educação física,  nas escolas que enumerem os malefícios de ser sedentário. Além do mais, eles instigariam uma vida ativa fisicamente e formas de se alimentar saudavelmente em meio a tantos compromissos do dia a dia. Dessa maneira, casos como os de Mônica Geller iriam acontecer, pois ao longo da série é retratado que ela ao mudar esses pilares, melhorou sua qualidade de vida.