Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 06/06/2020

Na Grécia Antiga, as pólis se destacavam por valorizarem a prática regular de esportes, além de possuírem uma população participativa, quanto à maioria das atividades locais. Contudo, na contemporaneidade, tal panorama foi substituído pelo crescente sedentarismo. Este, fruto dos avanços tecnológicos e da falta de tempo livre do proletariado, pode ser considerado o grande mal do século.

Em primeiro plano, a Segunda Guerra Mundial forneceu, aos países envolvidos, aparatos e conhecimentos inéditos, e capazes de substituir diversas funções humanas. Sob este viés, computadores e máquinas variadas, possibilitaram, à humanidade, a menor realização de trabalhos braçais. Porém, este fato, resultou na queda do gasto calórico per capita mundial, e, consequentemente, no aumento do número de pessoas portadoras de diabetes e hipertensão, doenças relacionadas ao sedentarismo, pela Organização Mundial da Saúde.

Em segundo plano, têm-se a celeridade moderna, proposta pelo sociólogo alemão Zygmunt Bauman. Este, aponta que, a sociedade do século XXI, vive em constante pressa, devido às intensas rotinas laborais, exigidas pelo mercado. Dessa forma, não há espaço para encaixe esportivo no cronograma dos trabalhadores atuais. Portanto, isto, somado à substituição supracitada, fomenta no déficit da demanda corporal de calorias gastas por semana, o que, reiteradamente, torna, a maioria desta parcela populacional, sedentária.

Em suma, medidas devem ser tomadas para mitigar tais problemáticas. À priori, o governo de cada país deve fornecer, gratuitamente, em praças públicas e em horários flexíveis, aulas de esportes variados, como lutas e danças. Ademais, as empresas devem incentivar os empregados a realizarem caminhadas e alongamentos, durante os intervalos, por meio de campanhas e distribuição de folhetos informativos. Ambos, terão a finalidade de ampliar o acesso à tais práticas, de forma a reduzir os índices das doenças supramencionadas. Com efeito, espera-se que as cidades atuais obtenham reconhecimento similar ao das pólis gregas, com o combate ao grande mal em análise.