Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 07/06/2020
O domínio da agricultura, no período neolítico da pré-história, marcou a transição do nomadismo para o sedentarismo, permitindo ao homem estabelecer-se em um local fixo. No entanto, com o advento das Revoluções Industriais, a partir do século XVIII, o comportamento sedentário ganhou nova conotação em virtude da ausência de atividades físicas agravadas pela dependência das tecnologias digitais. Nesse contexto, superar o comodismo e buscar uma vida mais ativa é um desafio para o país em razão do estilo de vida da sociedade, trazendo sérias consequências à saúde física e psicológica do ser humano.
Diante disso, o sedentarismo associa-se ao comportamento cotidiano, decorrente dos confortos da dinâmica capitalista moderna e, portanto, os cuidados com a saúde são colocados em segundo plano. Sob tal ótica, crianças e jovens escolhem desfrutar do lazer por meio de jogos eletrônicos em celulares e tablets, ao invés de atividades que demandam gasto energético, como praticar esportes. Isso agrava-se, pois, os pais permitem o acesso dos filhos de modo a entretê-los e, assim, poderem descansar. Segundo Steve Jobs, a tecnologia move o mundo, entretanto, também torna as pessoas “imóveis” devido à comodidade propiciada por ela.
Nessa discussão, o hábito de uma vida sedentária é responsável por diversas adversidades na saúde da população. Nesse sentido, cabe citar a perda de flexibilidade articular, visto que a falta de alongamentos e exercícios dificultam o movimento comum de articulações. Além disso, o sedentarismo, às vezes, reflete quadros de obesidade, os quais podem desencadear problemas relacionados à autoestima. Em virtude de tal cenário, o filme “Wall-e”, uma animação da Pixar, propõe um futuro onde os humanos restantes são totalmente sedentários, chegando a desaprender funções básicas, como andar.
Nunca se soube tanto sobre o quão necessário é manter-se saudável. Paradoxalmente, nunca houve tantas pessoas sedentárias como hoje em dia. Para combater essa mazela de saúde pública, é preciso que o governo, junto ao Ministério da Saúde, invista no desenvolvimento e na implementação de diretrizes nacionais sobre atividades físicas benéficas à saúde. Para isso, é preciso utilizar a mídia de massa, que, por meio de propagandas, pode aumentar a consciência sobre os benefícios da atividade física, inclusive por intermédio da divulgação de vídeos interativos que possibilitem a prática de exercícios em casa. Ademais, é fundamental que o Ministério da Cidadania permita, mediante a prestação de verbas, a construção de academias e ginásios comunitários, a fim de incentivar a mobilidade social.