Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 24/10/2020
Obesidade. Hipertensão. Aumento do colesterol. Essas são questões que caracterizam o problema do sedentarismo na sociedade brasileira, uma vez que com o aumento do sedentarismo a possibilidade de desenvolver doenças crônicas é maior. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de conhecimento e da lenta mudança na mentalidade social.
Em primeira análise, a falta de conhecimento sobre o assunto mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica uma causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre o tema, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a lenta mudança na mentalidade social. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão do sedentarismo é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social no qual a prática de atividade física não é vista como algo importante, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, é preciso que as prefeituras, em parceria com o governo do estado, proporcionem a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas nas escolas. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras com especialistas na área da saúde que orientem os jovens e suas famílias, com embasamento científico, a fim de efetivar a elucidação da população sobre o tema.