Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 14/07/2020

Na Grécia Antiga, Hipócrates, conhecido como pai da medicina moderna, entendia que a anatomia humana exige o constante movimento do corpo, e a inércia iria de encontro a natureza do ser humano. Entretanto, em países periféricos, encontra-se dificuldades para incentivar a população á pratica de esportes, seja pela falta de áreas de lazer somado aos excessivos atribuições de trabalho.

A princípio, o acúmulo de tarefas no trabalho motiva a falta de atividades físicas. A este respeito, a Revolução Industrial criou um pensamento na sociedade que a pratica de esportes e o lazer são vistas como improdutivas e o trabalho como algo produtivo. Todavia, o excesso de trabalho pode ser prejudicial e tornar sedentários indivíduos que tenham imoderada carga horária de trabalho, dificultando para á prática de atividades físicas. Nesse viés, enquanto as tarefas de trabalho for a regra, a atividade física será a exceção.

De outra parte, a desigualdade social está anexada ao sedentarismo. O sedentarismo atinge diferentes classes sociais, mas afeta mais os pobres quando se leva em conta o tempo de lazer. Logo, 25% dos homens mais pobres têm 4 vezes menos chances de serem ativos quando comparados aos 25% mais ricos, segundo dados de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP). Salienta-se a precarização de áreas públicas de atividades físicas, a renda menor, menos tempo, incentivo público quase inexistente e impossibilidade de acesso a ambientes privados de malhação afastam ou até mesmo impedem a população de baixa renda de gozar de uma vida ativa.

Para combater o problema do sedentarismo, portanto, as empresas privadas e públicas precisam criar espaço para o descanso e lazer de funcionários, afim de incentivar a atividade física. O Poder Executivo, por sua vez, precisa estimular atividades físicas e exercícios regulares, por intermediário de projetos comunitários, como as academias populares, para frear o avanço do sedentarismo no Brasil.