Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 21/07/2020

Na animação “Wall-E’’, devido à poluição, a humanidade passou a ter que morar em uma nave cercada por tecnologias, que elevou o número de sedentários a bordo. Semelhante a esse cenário, na contemporaneidade, o Brasil enfrenta um grave problema com o baixo índice de praticantes de atividades físicas. Esse contexto é fortalecido devido aos hábitos capitalistas que dificultam a realização de esportes, o que gera em impactos negativos na saúde dos brasileiros.

De início, vale pontuar que, apesar do capitalismo parecer facilitar o estilo de vida no mundo atual, este também contribui  com o baixo percentual  de pessoas que executam exercícios físicos. Karl Marx, sociólogo alemão, defendeu que o modelo econômico mencionado acarreta na necessidade do saldo financeiro positivo como prioridade. Devido a esse fato, os proletariados, comprometidos com a entrega de resultados, deixam em segundo plano o autocuidado e, muitas vezes, tornam-se sedentários. Dessa forma, o estilo de vida, do sistema econômico criticado por Marx, contribui com uma sociedade que sacrifica bons hábitos em busca de vantagens e, como defendido por Arthur Schopenhaurer, filósofo alemão, torna-se o maior erro humano, pois compromete o bem-estar e, mesmo em um mundo globalizado, haverá perda da qualidade de vida.

Como consequência, há um elevado número de doenças agravadas pelo sedentarismo, como a obesidade e diabetes, responsáveis pela morte de mais de 400 mil brasileiros, segundo o site G1, no ano de 2018. De acordo com o escritor francês Jacques Bossueit,a saúde é mais dependente das precações do que pela intervenção médica, isto é, se a sociedade colocasse como prioridade os hábitos sadios - como a prática de atividades físicas - muitos casos de doenças recorrentes na nação seriam amenizados. Nesse viés, torna-se necessário o incentivo, desde a primeira infância, da prática física aliada a alimentação saudável, de modo a combater os efeitos negativos do tema supracitado.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar o sedentarismo no Brasil. Logo, a escola e a família - como principais responsáveis na formação dos cidadãos - devem estimular a execução de atividades físicas, por meio de oficinas e brincadeiras interativas, com a finalidade educar e tornar tais hábitos comuns por toda a vida, seja por intermédio do esporte, dança ou musculação. Ademais, cabe  aos provedores de emprego - como principais meios de disponibilização de renda no país - estimular a prática de exercícios musculares, por intermédio de ginásticas com fisioterapeutas e educadores físicos, com o objetivo de combater o sedentarismo. Assim, cenas como retratadas no filme “Wall-E” serão cada vez menores na população brasileira.