Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 29/07/2020

O filme “Wall-e” aborda um futuro no qual os últimos humanos restantes vivem em uma nave com um estilo de vida sedentário, chegando a desaprender funções básicas, como, por exemplo, andar. De forma análoga a essa ficção, comportamentos de caráter sedentário são retratados na realidade do Brasil devido à ausência de atividades físicas agravadas pela dependência das tecnologias. Nesse contexto, superar essa problemática é um desafio para o país em virtude do estilo de vida da sociedade, trazendo sérias consequências à saúde física e psicológica das pessoas.

Em primeiro lugar, é preciso entender o que é sedentarismo e porque ele ocorre. Considerada como a doença do século, pode ser definida como a ausência ou diminuição de atividades físicas decorrente dos confortos da vida moderna. Isso é perceptível cada vez mais na realidade de crianças e jovens, visto que a criação de eletrônicos, como tablets, celulares, computadores e videogames, tem feito com que a prática de exercícios físicos, por meio de brincadeiras e esportes, seja deixada de lado. Segundo dados da OMS, cerca de 81% dos adolescentes são sedentários. Ademais, vale ressaltar que grande parte dos municípios carecem de ciclovias e academias populares, fazendo com que a parcela da população que não possui renda suficiente para arcar com atividades físicas particulares sejam impossibilitadas de exercitar-se, dando espaço ao sedentarismo.

Sob essa perspectiva, a sociedade se tornou alvo de muitas doenças em virtude do sedentarismo. Um exemplo disso é o aumento do número de pessoas obesas, pois, segundo as pesquisas realizadas pela OCDE, mais de um quinto da população brasileira encontra-se nessa situação. Por conseguinte, o baixo gasto calórico desencadeia um ambiente propenso para evolução de diabetes, osteoporose, doenças cardiovasculares, problemas na coluna, entre outros. Assim, todas essas disfunções reduzem a qualidade de vida do indivíduo, impossibilitando-o de realizar tarefas habituais.

Portanto, um grande desafio do país atualmente é combater essa mazela de saúde pública que assola a vida de muitos brasileiros. Para isso, cabe ao governo, por meio de rendas governamentais, investir no desenvolvimento e na implementação de mais ciclovias e academias populares, a fim de fornecer para aqueles que não possuem dinheiro suficiente para frequentar atividades particulares meios para se exercitarem. Além disso, é preciso que a família influencie as crianças a praticarem mais esportes, fazendo com que elas optem por brincadeiras mais dinâmicas e não apenas por jogos online, por meio da regulamentação de horários que essas passam nos tablets e celulares, no intuito de contribuir no crescimento saudável livre de possíveis traços de sedentarismo. Somente assim, será possível melhorar a qualidade de vida da população e reduzir o número de casos de pessoas sedentárias.