Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 14/08/2020
A Constituição brasileira de 1988 assegura aos indivíduos o direito ao acesso universal e igualitário à saúde. No entanto, tal garantia é deturpada, visto que a pratica de exercícios físicos não se encontra efetiva no país, o que leva a população a sofrer consequências relacionadas ao bem estar causados pelo sedentarismo. Esse cenário ocorre tanto pelo excesso de afazeres individuais quanto pelo tempo perdido nas plataformas digitais.
Em primeira análise, vale destacar o escasso tempo da população que se encontra afogada em tarefas diárias que vão do local de serviço ao lar. Acerca disso, o filósofo Byung-Chul Han, em seu livro ‘Sociedade do cansaço”, traz o conceito de que a atualidade pode ser denominada como a época da sociedade do desemprenho, tendo como causa o excesso de produtividade. Sob esse prisma, a problemática é pouco observada na sociedade brasileira, uma vez que essa “cultura de superprodução” é difusa ao indivíduo desde a sua entrada no mercado de trabalho. Essa prática, no entanto, fomenta uma tendência ao sedentarismo porque contribui para a normalização de um pensamento apenas voltado para deveres, diminuindo o tempo e a preocupação com a qualidade física de vida da população.
Ademais, uma análise da dependência de redes sociais é necessária. Nesse sentido, observa -se uma influencia social ao uso excessivo da tecnologia, estipulando a internet como um fácil meio de lazer, o que faz com que o indivíduo gaste todo tempo livre preso as plataformas digitais. Tal cenário reforça a ideia do sociólogo Pierry Levy de que a sociedade moderna vive em um “Novo Dilúvio”, caracterizado pela dificuldade de “escapar” do uso da internet. Dessa forma, o tempo que poderia estar voltado para o cuidado pessoal, se perde em meio a horas conectado a redes sociais. Assim, com a carência de estímulos que despertem o interesse da população a atividade física, a internet contribui para o modo de vida sedentário da população, o que constitui um entrave para que, no futuro, os indivíduos tornem-se cidadãos mais saudáveis.
Verifica-se, então, a necessidade de combate ao sedentarismo no Brasil. Para isso, faz-se imprescindível que o Ministério da Saúde, por intermédio de projetos, instrua educadores e profissionais da saúde a propagar a importância da pratica de exercícios físicos no município, com atividades em grupo diárias, popularização do uso de academias ao ar livre, e ajuda na alimentação saudável, também por palestras mensais nos pontos de saúde de forma que, com maior influência de autoridades conscientizando os bens provenientes de exercícios, ocorra a estimulação dos indivíduos a praticarem tais atividades. Assim, torna-se possível o combate ao sedentarismo da população brasileira.