Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 15/08/2020
A Organização Mundial de Saúde – OMS – declara que saúde é um estado de bem-estar físico, mental e social. Entretanto, no Brasil, os frequentes casos de cidadãos que não praticam atividades física demonstram que esse hábito saudável é negligenciado, algo nocivo e que contribui para a manutenção do sedentarismo no país. Com efeito, hão de se combater os dois principais desafios para a persistência da inatividade corpórea: a falta de acesso econômico e o comodismo.
Deve-se pontuar, de início, que a insuficiência econômica é – mas não deveria ser – um dos principais percalço para a manutenção do sedentarismo no Brasil. A esse respeito, o escritor Machado de Assis disserta: “Não é verdade que o Brasil esteja progredindo rumo a ser uma sociedade Igualitária”. Nesse viés, os acessos às áreas para a prática de atividade física, em não raros casos, ficam inacessíveis aqueles que não possuem renda, moram na periferia sem transporte para se deslocar, ou até mesmo pelo enfado diário da rotina. Assim, é inconcebível que a realidade denunciada por Assis ainda permaneça pelo frágil incentivo, por parte do Estado, aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade econômica.
De outra parte, não há como negar que o estilo de vida da sociedade contemporânea é uma das principais causas para a inatividade física. Nessa ótica, o sociólogo Pierre Bourdieu, desenvolveu o conceito “Habitus” - um princípio da ação social nas pessoas. Nesse sentido, para os brasileiros é comum que a atividade física, mesmo com todos os benefícios de saúde e bem-estar, seja uma necessidade negligenciada, ao considerar que a rotina – principalmente nas capitais- consome considerável parte do tempo desses indivíduos, e os desestimulam para a busca de uma atividade dinâmica. Nessa lógica, é lamentável que ainda persista a cultura do sedentarismo, como expõe Bourdieu, motivada pela indiferença a um dos principais métodos para obtenção de saúde: os exercícios físicos.
Impende, portanto, apresentar caminhos para que o sedentarismo deixe de ser realidade no Brasil. Para tanto, é indispensável que as prefeituras municipais, por meio de um decreto, destinem áreas para a prática de atividade física, nesses locais deverão haver professores do ramo para orientar o público, e um policiamento ostensivo para que as pessoas se sintam segura. Além disso, o Congresso Nacional, por meio de lei, deverá destinar um horário de TV aberta para apresentar uma programação chamada: ”Esporte e laser”. Nessa medida, colaboradores – professores de dança, artes maciais, e educação física – ficarão responsáveis pela parte técnica, com a finalidade de promover a melhoria na qualidade de vida das pessoas. Somente assim, muito em breve, a previsão da OMS será factual no Brasil.