Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 21/08/2020

O filósofo Hipócrates, conhecido como o pai da medicina, afirmava a relação entre mente e corpo, através da célebre frase “mente sã, corpo são”, contrária a isso, a sociedade atual dá mais credibilidade a consciência que ao físico. Portanto, os desafios para combater o sedentarismo no Brasil são os avanços tecnológicos e o exigente mercado de trabalho.

Em primeira instância, vale ressaltar que todos os dias a ciência lança novas patentes, os meios digitais estão repletos de atualizações e as mídias sociais conseguem manter o indivíduo informado sobre todas as partes do mundo em segundos, isso torna desnecessária a locomoção para fora de casa e, assim, os humanos fazem cada vez menos esforços físicos. O sociólogo Émile Durkheim afirma que o todo molda as unidades, logo se o grupo social não exige atividades físicas para a inserção nele, as atividades para ocorrer a inserção nele, a vida sedentária fica cada vez mais presente no cotidiano.

Atrelado a isso, o mercado tornou-se bastante exigente para a contratação, os assalariados devem ter mais especializações e um maior nível de estudo, isto reduz a vida destes homens a uma sufocante rotina de pesquisas em busca de um emprego que satisfaça seus desejos pessoais. Assim, os esportes têm cada vez menos participantes e as academias um número menor de alunos, o filósofo Diógenes afirmava que os humanos estão tão preocupados com seus prazeres momentâneos que se esquecem de cuidar de si.

Mediante o acima exposto, é importante a atuação das empresas em fornecer aos seus funcionários esportes, pelo menos uma vez na semana, que terão a função de exercitá-los e tornar a rotina menos exaustiva, tendo em vista os benefícios que as atividades físicas corporais trazem. Entretanto, cabe ao Ministério da Saúde a construção de academias públicas que visem facilitar aos cidadãos a inclusão de exercícios no dia a dia, elas deverão funcionar o dia inteiro para os usuários escolherem o melhor horário e, assim, a sociedade seguirá o que afirma Hipócrates.