Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 02/09/2020
Uma pessoa com uma rotina cheia e agitada argumenta que não possui nem meia hora disponível para uma caminhada. Ou ainda, alguém que, apesar de tempo, não possui vontade para prática de qualquer exercício físico, descobre que possui uma doença grave que poderia ter sido prevenida com uma simples mudança de hábito. Essas são 2 premissas que exemplificam bem o sedentarismo. Um fenômeno que é o principal vilão relacionado à saúde no século XXI, e que cresce cada vez mais devido ao atual estilo de vida da maioria das pessoas, causando hipertensão, diabetes e morte súbita.
Primeiramente, é preciso refletir a respeito das causas dos atuais índices de sedentarismo. Sabe-se que, durante a maior parte da história da humanidade, a maioria dos indivíduos eram obrigados a realizarem algum tipo de atividade ocupacional que requeria um gasto de energia significativamente alto, fazendo com que o percentual de pessoas que gastavam seu tempo em atividades sedentárias fosse mínimo. No entanto, com o advento da industrialização houve uma inversão desse modo de trabalho, já que, na atualidade, a maioria das pessoas ocupa-se em atividades que não requerem um gasto energético muito grande. Essa tese é corroborada pelos dados de uma pesquisa divulgada pelo IBGE em 2013, mostrando que 46% dos brasileiros levavam um estilo de vida sedentário.
Em seguida, deve-se pontuar, ainda, os efeitos causados por esse fenômeno atual tão perigoso.É necessário deixar claro que a principal consequência do sedentarismo presente na população é o seu conceito como um fator de risco para saúde. Esse fato é explicado pelo Dr. Drauzio Varella, em seu vídeo “Sedentarismo: pai de todos os males.”, no qual ele argumenta que um ritmo de vida sedentário contrasta com a dinâmica corporal humana. Visto que o corpo humano precisa de movimento para se manter saudável e cumprir as requisição de sua funcionalidade evolutiva, se houver uma situação contrária à adequada ocorrerá o surgimento de males como a diabetes, hipertensão arterial, obesidade, hipertrofia muscular, doenças reumáticas e até mesmo a morte súbita.
Diante dos argumentos apresentados, vê-se a urgência de medidas que diminuam os índices alarmantes de sedentarismo no Brasil. Essas medidas devem acontecer através de uma colaboração entres os órgãos do Ministério da Saúde e da Secretaria Especial do Trabalho, por meio da promoção de uma campanha de incentivo a realização de atividades físicas em empresas, e demais postos de trabalho. Essa campanha teria por objetivo integrar uma rotina mais ativa à vida dos funcionários, por meio da contratação de profissionais da área da educação física como personal trainers ou fisioterapeutas, que fariam sessões semanais, ou diárias, de exercícios com essas pessoas, ajudando na diminuição dos hábitos sedentários.