Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 08/09/2020

Segundo a OMS, o Brasil é o país com maior índice de sedentarismo da América Latina. Tal colocação é assustadora, já que o crescimento populacional tem desacelerado e a taxa de envelhecimento cresce a cada ano. À vista disso, é extremamente importante o debate sobre os motivos que fazem a luta para combater o sedentarismo uma tarefa árdua, sendo eles: a não democratização do acesso as academias e o desprezo com relação à prática dos exercícios nas instituições educacionais.

A priori, vale destacar que as academias são reclusas à classe média alta, uma vez que que essa camada social consegue bancar as mensalidades e possuem carga horária de trabalho mais ampla. Por outro lado, a classe mais pobre- sendo maioria- além de não dispor de tempo e dinheiro para frequentar as academias, ainda lhe falta um conhecimento aprofundado sobre a importância de cuidar da saúde. Tal fato pode ser comprovado pelo estudo feito pela OMS, em 2018, em que 47% da população não prática o mínimo de atividade física. Logo, é fundamental que medidas sejam tomadas, afim de modificar essa realidade.

Outrossim, quando a reforma do ensino médio, em 2017, ameaçou retirar a educação física da grade curricular do três últimos anos escolares, a disciplina passou a ser descartada nas instituições educacionais de algumas regiões. Contudo, é imprescindível que todas as escolas, desde o fundamental ao médio, proporcionem aulas de educação física, pois são nelas que o aluno será instigado a praticar os exercícios e, assim, aderi-los em prol do seu bem estar. De acordo com a OMS, crianças de 5 a 17 anos devem realizar 60 minutos de atividade física diariamente, por isso a necessidade de manter a disciplina no ensino.

Portanto, visto que o ato de se exercitar ainda é um desafio, é dever do Governo Federal, por meio da instalação de aparelhos de academia nas praças públicas e através da execução de oficinas gratuitas, que serão orquestradas por profissionais da área, promover a prática de atividade física, afim de que ela se torne um hábito na vida da população. Dessa forma, será possível conter o sedentarismo e, consequentemente, garantir o aumento da expectativa de vida.