Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 17/09/2020

De acordo com o filósofo Sartre, cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois ele seria livre e responsável pelas suas ações. No entanto,  no século XXI, perceber-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão do sedentarismo, uma vez que o Brasil hodierno retrata uma grave problemática quanto a falta de atividade física pela população. Sendo assim, é crucial debater que o impasse tem como causa não só a questão da educação lacunar dos indivíduos, mas também a deturpação de direitos já conquistado.

Convém ressaltar, a princípio, que a temática retrata a falha da escola na transmissão de valores essenciais.  Sob essa perspectiva, é válido lembrar que para o filósofo kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Nesse sentido, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Assim, é nítido que no que tange à questão da importância das atividades físicas, muitos não dão a devida importância, pois na própria escola a disciplina é vista como inferior a outras matérias, sendo associada, muitas vezes, a recreatividade e não a uma matéria essencial para a formação do individuo, sendo até uma aula opcional do currículo escolar brasileiro.

Ademais, é importante salientar a perda de direitos constitucionais. Nesse viés, a elaboração do artigo 196 da Contituição Ferderal de 1988 foi baseada no sonho de garantir saúde a todos os brasileiros, visando antes de tudo a prevenção de doenças. No entanto, é notório que o Poder Público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor dessa direito, uma vez que a população não é engaja a fazer atividades físicas essenciais para a prevenção de doenças. Sendo, portanto, o país com maior números de sedentários da América Latina, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Dessa forma, percebe-se não só um irrespeito colossal com a população, mas também a violação da Carta Magna.

Isto posto, com a finalidade de fazer valer a constituição e incentivar a população a deixar de ser sedentária, urge que o Ministério da saúde, em parceria com as escolas, faça projetos educacionais dentro das instituições escolares,por meio de aulas interdisciplinares como bilogia e educação física. Para isso, essas podem  ter dados que mostrem a gravidade do impasse e especialistas influentes na área, como médicos do esporte e professores, para que os alunos entendam a importância da educação física sendo ela matéria obrigatória ou não . Somente assim, é que os indivíduos tomaram escolhas consciente de suas ações como defende Sartre.