Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 13/10/2020
Na série estadunidense “Os Simpsons”, o personagem Homer evita realizar qualquer atividade física ou hábito saudável, tornando-se um sedentário com graves problemas de saúde. Analogamente, na atual conjuntura brasileira, os problemas gerados pelo sedentarismo apresentam uma realidade alarmante no seio da sociedade. Sob tal ótica, entende-se a necessidade de lidar com a problemática, que é fruto tanto dos avanços tecnológicos, quanto das desigualdades sociais presentes no país.
Em primeira análise, é fulcral pontuar que o desenvolvimento da tecnologia priorizou o conforto máximo, o que fez com que as atividades físicas fossem deixadas de lado. Como resultado, segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil tornou-se o país mais sedentário da América Latina. Tal fato influencia negativamente na vida cotidiana das pessoas, pois aumenta as chances do surgimento de diversas doenças graves, como a diabete. Logo faz-se mister a reformulação dessa realidade.
Ademais, é imperativo ressaltar a desigualdade social como promotora do problema. De acordo com pesquisas realizadas pela universidade Harvard, jovens de classes baixas estão mais propícios à obesidade, pois não possuem acesso à esportes e à alimentação adequada. À luz dessa ideia, por ser o 7° país mais desiguel do mundo, conforme a ONU, o Brasil não oferece oportunidades iguais para todos combaterem o sedentarismo. Desse modo, torna-se essencial a tomada de medidas que revertam esse caso deletério.
Destarte, intervenções são necessárias para solucionar o quadro supracitado. Portanto, urge que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, realize projetos de incentivo à hábitos saudáveis, por meio da criação de academias públicas e ciclovias, principalmente nas áreas menos favorecidas, com o intuito de dar oportunidade de se exercitar a todos. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação realizar palestras públicas nas escolas acerca dos malefícios do sedentarismo, a fim de conscientizar a população. Isto posto, a problemática apresentada será gradativamente mitigada e o Brasil poderá reduzir o índice de sedentários nacional.