Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 27/10/2020
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o sedentarismo como o quarto maior fator de risco de mortes no mundo. Por certo, esse cenário evidencia a importância da prática de exercícios físicos. No entanto, o estilo de vida da população e a falta de investimentos no setor da saúde fazem com que a sociedade brasileira seja sedentária.
A princípio, o sociólogo Bauman usou o termo “modernidade líquida” para caracterizar a humanidade contemporânea, visto que as atividades cotidianas desses “indivíduos líquidos” são baseadas no alcance do sucesso profissional. Desse modo, observa-se que esse estilo de vida retratado pelo sociólogo favorece o sedentarismo, pois a vida moderna valoriza principalmente os ideias trabalhistas.
Além disso, segundo o Banco Mundial, em 2018, apenas 3% do orçamento governamental do Brasil foi investido em práticas saudáveis para a população, enquanto os países desenvolvidos aplicaram, em média, 7% no setor. Portanto, tal informação ilustra a irresponsabilidade do Estado em reduzir as taxas de sedentarismo da nação, sendo que o artigo sexto da Constituição Federal de 1988 garante o direito à saúde para todos os cidadãos.
Dessa forma, observa-se que os fatores de cunho social e econômico são os principais responsáveis pelo modo de vida sedentário no Brasil. Por isso, é necessário que o Ministério da Saúde realize acordos financeiros, por meio de empréstimos, com instituições como o Banco Mundial. Esse dinheiro deve ser utilizado na construção de academias públicas em todo o território do país. Logo, o sedentarismo será menos frequente.