Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 11/11/2020
Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo durante o período de ditadura no país, estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Nesse sentido, o sedentarismo se apresenta como um dos nós a serem desatados. A partir de uma análise desse obstáculo, percebe-se que ele está vinculado não só à comodidade causada pelas novas tecnologias, mas também ao desencadeamento de doenças crônicas, afetando de forma negativa o cotidiano brasileiro, o que exige reflexão urgente.
Deve-se dizer , de início, que a vida moderna proporcionou diversas facilidades para a população. Entretanto, a interação excessiva com os jogos virtuais, videogames e redes sociais, contribui para a diminuição da mobilidade física social e outorga o aumento do sedentarismo. Desse modo, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) evidenciam o elevado número de pessoas sedentárias, sendo mais da metade da população mundial. Dessa forma, a comodidade causada pelas novas tecnologias mostrou seu lado vilão e apresentou seus pontos negativos a visão da humanidade. Logo, é preciso encontrar um equilíbrio entre essas necessidades com o objetivo de reduzir os índices de sedentários no país.
Outrossim, vale salientar que a situação é corroborada pelo desencadeamento de doenças crônicas. Segundo a fisioterapeuta da Clínica da Universidade Metodista, Tatiana Sacchelli, “Aquela pessoa que não teve o hábito de praticar atividade física, terá alterações musculares potencializadas, o que torna esse indivíduo totalmente dependente de outra pessoa”. Nesse contexto, o sedentarismo enfraquece a musculatura e as articulações vão ficando cada vez mais instáveis, além de acarretar efeitos maléficos como obesidade, problemas cardiovasculares - devido o excesso de calorias - depressão e distúrbios neurológicos. Diante de toda essa observação, conclui-se que, lamentavelmente, o sedentarismo tornou-se o grande mal do século e que é inegável a importância do exercício físico para o funcionamento saudável do corpo.
Portanto, medidas fazem-se necessárias para resolver o impasse. Urge que o Ministério da Saúde, em parceria com instituições midiáticas, conscientize a população por meio de telejornais e campanhas nas Unidades Básicas de Saúde, sobre as consequências do sedentarismo, garantindo um maior cuidado com o bem-estar físico dos cidadãos. Ademais, o Governo Federal, junto a ONGs, deve incentivar a população a criar o hábito de praticar exercícios físicos, isso por meio de eventos semanais como maratonas e campeonatos esportivos nos grandes centros urbanos, com o fito de minimizar o desenvolvimento de graves doenças. Espera-se com isso, que o sedentarismo seja freado no Brasil.