Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 10/11/2020

Desde a Revolução Industrial, o cotidiano da humanidade está cada vez mais acelerado, resultando no aumento do consumo de alimentos industrializados e a diminuição de atividades físicas. Nos dias atuais, houve um crescimento no número de pessoas com doenças relacionadas à vida sedentária. Há, por isso, uma discussão massificada nos meios telecomunicativos sobre as consequências do sedentarismo para o indivíduo. Aliás, esse é um assunto que envolve não só a indisposição para realizar atividades físicas, mas também a influência da tecnologia aos hábitos alimentares. Todavia, um ponto é fundamental: apesar de ser desafiador amenizar os efeitos de tal problemática, é possível vencê-los com a adoção de medidas eficazes.

Em primeira instância, essa situação é um problema, pois a indisposição para se realizar atividades físicas acarreta problemas de saúde, como obesidade, distúrbios psicológicos e até mesmo o falecimento precoce, conforme pode ser visto na série “Quilos Mortais”. Nela, é possível acompanhar, em cada episódio, um ano na vida de uma pessoa obesa e as tentativas de reduzir seu peso para um nível saudável. É possível observar não só as consequências físicas, mas também as psicológicas, como compulsão alimentar. Tais fatores deixam clara a gravidade do percalço.

Em segunda instância, o problema é difícil de ser resolvido, porque a tecnologia e a mídia influenciam a vida sedentária e os péssimos hábitos alimentares, consoante pode ser observado no filme “Wall-e”. Os humanos ficam cada vez mais obesos são completamente sedentários, devido às infinidades de recursos tecnológicos feitos para auxiliarem nas mais diversas tarefas do mundo utópico em que vivem. Assim, ocasionam problemas como a necessidade de maior investimento na saúde, justificado pelo descuido de muitos indivíduos. Dessa forma, é visível que o assunto em estudo é desafiador.

Diante desses fatores, é inegável que as consequências do sedentarismo para o indivíduo exigem a adoção de medidas eficazes. Uma delas cabe à Organização Mundial da Saúde (OMS), alertar sobre os riscos da apatia para a realização de atividades físicas, mediante campanhas publicitárias abordando os prejuízos ao bem-estar físico, emocional e financeiro causados a alguns indivíduos, com o objetivo de reduzir os impactos negativos de uma vida inativa. Por fim, é de responsabilidade do Conselho Nacional de Autorregulamentação (CONAR) reduzir a influência da mídia no consumo de alimentos industrializados, por meio de sanções efetivas, com o intuito de se combater o percalço. Com tais atitudes, é possível solucionar o problema.