Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 27/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, caracterizada pela ausência de problemas e de conflitos. No entanto, o que se observa no cenário atual é o oposto do ideal difundido pelo autor, visto que o sedentarismo ainda é um problema muito presente no mundo atual. Nesse contexto, essa realidade é fruto da omissão governamental e da celeridade da vida moderna.
Sob esse viés, convém analisar como a postura do governo influencia no entrave. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar social. Porém, isso não ocorre na realidade, uma vez que o governo investe, majoritariamente, no tratamento de doenças causadas pelo sedentarismo, como a pressão alta, em detrimento do investimento em ações que poderiam mitigar esse problema por sua causa. Assim, observa-se a falta de campanhas com a finalidade de lembrar a população da importância da prática de exercícios físicos e dos problemas que o sedentarismo traz. Dessa forma, a negligência estatal contribui para o elevado número de sedentários no hodierno.
Ademais, outro fator a salientar é a celeridade da vida moderna. Nessa conjuntura, vale destacar que os grandes afazeres das pessoas, como o trabalho e o estudo, fazem com que muitas delas não reservem tempo suficiente para cuidar da própria saúde. Nesse sentido, muitos indivíduos não priorizam a prática de atividades físicas, preferindo realizar outras atividades, o que contribui para a perpetuação do problema do sedentarismo. Isso pode trazer muitos problemas de saúde, como obesidade, doenças cardíacas, encurtamento muscular, entre outros, o que faz com que o sedentarismo seja o grande mal do século.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, o Governo Federal deve promover maratonas de corrida nas capitais dos estados brasileiros, por meio de uma maior destinação de verba a essa ação. Elas podem contar com a presença de professores de educação física e de médicos, a fim de que esses eventos, além de fazerem com que as pessoas pratiquem exercícios, façam com que os indivíduos compreendam os malefícios do sedentarismo e, assim, realizem atividade física regularmente. A partir dessas ações, poderá se consolidar um Brasil - e um mundo - melhor.