Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 24/11/2020
The Biggest Loster. Quilo por quilo. Quilos mortais. Trocando os pratos. Todos são reality shows que retratam a vida de pessoas obesas perdendo muito peso em um curto período de tempo. Dessa maneira, constata-se que a obesidade é um problema constante durante o século XXI, vale salientar que o sedentarismo é um fatores que a desencadeia. Assim, a falta de infraestrutura das cidades e o uso excessivo de tecnologia por crianças, são fatores que tornam o sedentarismo o mal do século.
Em primeiro lugar, cabe a análise das condições de infraestrutura dos municípios. Nesse sentido, o Estado negligencia as condições de ciclovias e não constroem academias públicas, por conseguinte, pessoas que não possuem renda para arcar com atividades físicas particulares são impossibilitadas de exercitarem-se, dando espaço ao sedentarismo. Além disso, os locais que já existem, como aparelhos de exercício em praças e bosques, não possuem manutenção constante, o que acarreta no enferrujamento e então, a impossibilidade de uso.
Outrossim, o incentivo à aparelhos tecnológicos desde a infância gera adolescentes e adultos sedentários. De acordo com Durkheim, os pais precisam melhorar, para então melhorarem seus sucessores, dessa forma, conclui-se que os hábitos familiares influenciam os futuros hábitos das próximas gerações. Sendo assim, o uso excessivo da tecnologia quando criança, como o uso de aparelhos na hora das refeições ou para distração, ao invés do incentivo a brincadeiras ao ar livre, como esconde-esconde e pique-pega, sugere, desde esse momento, que a criança não se exercite. De modo consequente, gerará uma adolescência e vida adulta marcada pelo sedentarismo.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de medidas que atenuem a problemática. Cabe ao Ministério da Infraestrutura, propor a Câmara dos Deputados uma cartilha de ações, como a construção de 5 academias públicas por cidade/município e o incentivo a mutirões que irão mensalmente cuidar das mesmas e das já existentes, para que assim, não só o Estado se responsabilize pela saúde dos seus cidadãos, mas eles também ajudem a cuidar dos bens que os foram possibilitados. Além disso, os agentes midiáticos devem entrar em contato com médicos e clínicas voluntárias que irão, a cada mês, promover campanhas de conscientização da importância do cuidado consigo mesmo e a prática de exercícios físicos, ademais poderão organizar palestras de como se cuidar e se exercitar sem custos adicionais e encontros de consultas básicas gratuitas. Espera-se que as consequências desse mal sejam amenizadas e que programas de perda de peso não sejam tão necessários como são hoje.