Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 19/11/2020

A Lei da Inércia, de Newton, diz que a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne ao problema do sedentarismo, que segue sem intervenção que o resolva. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a base educacional lacunar, bem como a má influência midiática.

Em primeiro plano, cabe destacar a base educacional lacunar presente na questão. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, observa-se que a questão do sedentarismo converge com o pensamento de Kant, visto que a carência de uma educação alimentar, junto ao pouco incentivo para práticas de exercícios físicos desde a infância, vêm sendo catalisadores para o aumento do número de sedentários. Nesse sentido, a rede educacional passa a ser um ambiente inadequado e torna-se um reflexo da sociedade contemporânea, na qual alternativas rápidas e pouco saudáveis predominam. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.

Em segundo plano, vale ressaltar a má influência midiática. Conforme Pierre Bourdieu, “o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão”. Nesse viés, nota-se que a questão do sedentarismo, conhecido como mal do século, confronta o pensamento de Bourdieu, já que verifica-se que os principais meios de comunicação não debatem sobre o sedentarismo, ocultando suas causas e, principalmente, suas consequências. Nesse prisma, os meios de comunicação devem buscar retratar a sociedade de forma mias realista.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Assim, ONG’s especializadas no assunto, com apoio de pessoas também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre o sedentarismo. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos  que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com dados estatísticos sobre o tabagismo. Além disso, é possível também criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências da pouca visibilidade dada ao assunto pelos canais de comunicação.