Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 12/01/2021
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema judiciário brasileiro -, assegura que a República tem como um de seus objetivos fundamentais promover o bem de todos, no qual inclui-se o direito à saude. No entanto, parcela da população se mostra distante da norma constitucional, pois, o sedentarismo entre os brasileiros é uma realidade na contemporaneidade. Desse modo, torna-se pertinente analisar os principais impactos dessa problemática: a obesidade e o excesso de conforto entre os indivíduos.
Em primeiro plano, é importante destacar que inúmeros indivíduos são obesos devido ao sedentarismo. Sob essa ótica, na Grécia Antiga, Hipócrates - o pai da medicina - entendia que a anatomia humana exige constante movimento, segundo o autor, a inércia contraria a natureza humana. Nessa perspectiva, substancial parcela dos indivíduos ignoram a sabedoria de Hipócrates e não valorizam a atividade física, o que por sua vez dá lugar ao sedentarismo que se torna cada vez mais comum no mundo contemporâneo. Consequentemente, os indivíduos são inconsequentes em relação à própria saúde, o que pode acarretar danos irreversíveis e desencadear doenças como a obsidade, diabetes e hipertensão. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura social de forma urgente.
Ademais, outro fator que aumenta progresivamente o sedentarismo é o excesso de conforto por parte da população. Com o advento da Terceira Revolução Industrial, ocorrido no século XX, aconteceu o uso de diversas novas tecnologias que fomentaram os processos de conexões do mundo, como os aplicativos via dispositivo móvel. Nesse viés, embora tal proceso tenha sido fundamental para globalização, esse meio também causou maiores impactos na vida das pessoas que estão cada dia mais acomodadas. Isso se evidencia pela facilidade de modo que não é mais necessário sair de casa para revolver problemas de negócios em locais físicos, pois é possível fazer isso por meio de aplicativos. Outrossim, pelo fato da sociedade não saber lidar com essas tecnologias, acaba abusando do excesso de conforto e se tornando sedentária.
Depreende-se, portanto, a necessidade de impor medidas para menizar o sedentarismo entre a sociedade. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o meio midiático, deve criar campanhas de conscientização por meio das televisões, que alertem a população sobre os riscos do sedentarismo para a saúde humana, e assim os indivíduos possam adotar novos hábitos e praticar diariamente atividade física. Feito isso, o sedentarismo não se tornará o grande mal do século.