Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 09/02/2021

O desenvolvimento tecnológico, a computação e a inteligência artificial são somente algumas das palavras chaves que explicam as profundas transformações que a sociedade comtemporânea vem sofrendo nos últimos anos. Essas mudanças afetam todos os âmbitos da comunidade, a rotina de um cidadão brasileiro, por exemplo, é completamente diferente do que era a algumas décadas, o que, evidentemente, resulta em várias repercussões, dentre elas, o aumento nas taxas de sedentárismo e, consequentemente, o aumento de outras doenças como colesterol alto. Assim, é válido apontar a saúde pública como uma grande fonte de preocupação e a alienação e falta de informação perante essa nova sociedade como causa dessa situação, de forma que a imprescindibilidade de intervenção é notória.

Primeiramente, é pertinente indicar o sedentarismo como propulsor para o aparecimento de diversas outras doenças como obesidade, colesterol alto e até mesmo episódios de AVC. Sob essa perspectiva, é oportuno apontar que, segundo a OMS, 4 a cada 10 adultos são considerados sedentários no Brasil e que, consequentemente, o surgimento de doenças resultantes desse quadro vêm aumentando assustadoramente nas últimas décadas. Dessa maneira, considerando a lei 8.080, que garante direito a saúde a população, é claro que o Estado Brasileiro está em desacordo com o filósofo Locke, que afirma que é dever do Estado proteger os direitos todos os cidadãos. Nesse sentido, a gravidade do embóglio e a indispensabilidade de intervenção estatal mais eficientes são incontestáveis.

Em segundo lugar,  é importante frisar a mal uso das tecnologias aliada a falta de informação como o principal motivo do aumento no número de índividuos sedentários no Brasil. Os serviços de streaming online, os delivers e o home office são somente alguns dos exemplos de como a tecnologia impacta profundamente a vida dos brasileiros e cria uma comunidade com uma crescente predileção por atividades internas e que enxerga cada vez menos necessidade em se exercitar e se movimentar diariamente. Sob essa ótica, considerando o sedentarismo como propulsor para outras doenças e o seu papel no adoecimento populacional, é possível associar a situação atual da saúde pública com o livro Cidadão de Papel, escrito por Gilberto Dimenstein, que denuncia a ineficácia na aplicacação dos direitos dos cidadões, que ficam somente na teoria, no papel. Dessa forma, é clara a necessidade de mudança.

Face ao exposto, tendo em vista os argumentos apresentados, é possível concluir que o Ministério da Saúde deve promover a criação de uma semana anual dedicada a disseminação de informações importantes acerca da condição do sedentárismo e suas repercussões.Essa semana deve conter diversas palestras e disscussões tanto em universidades abertas ao público quanto divulgação em redes sociais.Assim,com ações eficientes para a difução de referências, os índices de sedentários cairão.