Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 17/05/2017
No cenário da Revolução Técnico-científica, o drama do sedentarismo constitui um problema de saúde pública. Sabe-se, que essa condição viola a própria natureza do homem, tendo em vista que, biologicamente, fomos selecionados a buscar nosso próprio alimento. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática é um grande mal do nosso século, tal que deve ser combatida através da mudança do hábito.
É elementar ser levado em consideração que o modo de vida pautado por novas tecnologias possui papel protagonista na sedentarização. Observa-se que a evolução técnica, na ânsia de atingir mais mercados consumidores, se adapta ao seu público alvo. Essa prática faz com que, desde a mais tenra idade, já se incorpore uma vida menos ativa, criando uma cultura comodista e viciada em tecnologia. Tal realidade demonstra o quanto a sociedade indefere à inatividade e seus efeitos deletérios.
Em detrimento dessa questão, podemos notar um aumento em doenças crônicas relacionadas ao bem-estar. Consta-se, que as atividades físicas promovem saúde na medida em que liberam hormônios essenciais à felicidade, os quais, também, auxiliam na construção de um estilo de vida saudável. Hoje, no mundo, a depressão causa mais mortes que o HIV, enquanto que a obesidade mata mais do que a fome. Assim, com o incremento de exercícios na rotina, esses males silenciosos que andam de mãos dadas com o problema da ociosidade, poderiam ser evitados.
Torna-se evidente, portanto, que essa dificuldade é uma questão relacionada com a lucratividade do mercado “high tech” que faz nossa sociedade cada vez mais doente. É imprescindível que, a OMS (Organização Mundial da Saúde) realize fóruns internacionais com líderes de Estado, abordando maneiras de incluir esportes e informações nutricionais a serviço de todos. Deve, inclusive, em conjunto com a mídia criar propagandas que incentivem o uso consciente de tecnologias, a serviço do bem-estar. Quem sabe, assim, o drama do sedentarismo possa se tornar um problema distante.