Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 24/05/2017

Doenças como diabetes, hipertensão e obesidade poderia ser evitadas com a prática de atividades físicas e a adoção de dieta saudável. No entanto, a rotina da sociedade hodierna corrobora para o sedentarismo, ou seja, os brasileiros têm ingerido grandes quantidades de calorias, mas praticam esportes esporadicamente.

Em primeiro lugar, o Brasil está inserido em um sistema capitalista. Assim, é comum encontrar os adultos que ocupam parte significativa do tempo em escritórios, empresários e negligenciam a prática esportiva pela ambição ao lucro. Esse ambiente de estresse gera o aumento do hormônio denominado cortisol, que inibe a insulina e aumenta o risco de desenvolver diabetes, porque o esporte não tem sido uma forma de relaxamento.

Ademais, as oportunidades de realizar exercícios físicos são trocadas pelas facilidades da modernidade. É notório que muitos não renunciam o uso do carro mesmo para pequenas distâncias como ir à padaria. Já o uso de bicicletas é, invariavelmente, renegado  pelos cidadãos com a justificativa de que as ciclovias não são suficientes ou não há dinheiro para adquiri-la.

Em suma, os hábitos sedentários são nocivos ao bem-estar dos brasileiros. Para reverter esse quadro, o Ministério da Saúde poderia divulgar campanhas apelativas nos horários nobres da televisão, com o intuito de conscientizar as pessoas sobre os riscos de ser sedentário e do valor da vida, que excede qualquer lucro. Além disso, ONGs de saúde poderiam montar tendas com o patrocínio de empresas privadas, para mostrar como fazer exercícios aeróbicos até mesmo em casa. A sociedade, por sua vez, poderia reivindicar às prefeituras, por meio de abaixo-assinados, a ampliação das ciclovias. Por fim, o Governo Federal poderia conceder  créditos no valor de duzentos reais às pessoas carentes para que elas possam financiar as suas bicicletas.