Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 19/05/2017

A elevada disponibilidade de alimentos processados e o conforto proporcionado pelo avanço tecnológico favoreceram, ao longo das últimas décadas, a sedentarização dos indivíduos. Como resultado, houve um aumento significativo em adultos e, até mesmo crianças, de doenças vinculadas a obesidade. Contudo, observa-se que há heterogeneidade na incidência dessa sedentarização, uma vez que há relação direta com determinantes sociais, como a renda e a escolaridade, ampliando assim os riscos à determinados grupos sociais.

A enorme variedade de  produtos com baixa qualidade nutricional e altamente calóricos foram vinculados à praticidade, por meio da forte ideologia midiática, tornando-se indispensáveis às mesas de muitos brasileiros. Além disso, os hábitos, outrora realizados pela ação conjunta de todo o organismo, transformaram-se - na sociedade tecnológica - em discretos movimentos de apertar um botão. Tais mudanças alimentares e de atividades físicas favoreceram a incidência de obesidade em aproximadamente 4 em cada 10 brasileiros, aumentando assim a possibilidade de sofrerem com doenças crônicas e a diminuição de suas expectativas de vida.

Ademais, foram publicados -pelo IBGE em 2015- que há diversidade na ocorrência do sedentarismo, pois a prática de atividades físicas está, também relacionada a condicionantes sociais. Por exemplo, cerca de 55% dos indivíduos com ensino superior praticam atividades físicas, o que ocorre somente em 17% dos indivíduos sem escolaridade; já 65% dos indivíduos -com renda superior a 5 salários mínimos- são praticantes, incidência existente em somente em 31% dos indivíduos sem renda. Segundo os dados lançados pelo IBGE, em 2013, o SUS gastou cerca de R$ 480 milhões com o tratamento de doenças associadas à obesidade, tais como diabetes e hipertensão.

Esses dados alarmam a sociedade, pois indicam a falta de informação sobre saúde e baixa eficácia de políticas públicas preventivas. Por essa razão são imprescindíveis investimentos em campanhas públicas de prevenção à obesidade, pelo governo federal e secretarias de saúde municipais, através da prática de reeducação alimentar condizida por nutricionistas e a ampliação de aparelhos de musculação em áreas públicas. Como também, o incentivo para funcionários da iniciativa privada, pela incorporação de academias de musculação em sedes de empresas.

Desse modo, observa-se que práticas preventivas contra a sedentarização são indispensáveis não somente para a economia na complexa gestão do SUS, como também para a melhoria da qualidade de vida de uma população com crescente número de idosos.

Esse quadro torna-se um problema de saúde pública, uma vez que, o aumento dos riscos desse grupo  comprometimento da saúde, há também o