Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 18/05/2017

Paciente diabético

Má alimentação. Obesidade. Doenças crônicas. Esses três elementos decorrem de uma grande problemática hodierna: sedentarismo. Embora haja propagandas visando eliminá-lo, a BBC Brasil afirma que 2,4% do PIB deste país é gasto com os efeitos colaterais de tal impasse. Nesse sentido, convém perscrutar caminhos para evitar maiores danos disso à sociedade

Com efeito, cumpre reiterar as mudanças nas relações de tempo e trabalho como determinantes para a ascensão do sedentarismo. Certamente, com o imediatismo criado pelo capitalismo, o consumo de fast-foods aumentou, o estresse do proletariado tornou-se corriqueiro e as práticas desportivas foram omitidas da pauta social. Segundo o IBGE, cerca de 60% dos brasileiros com mais de 15 anos não desempenham esportes. Isso mostra, por conseguinte, que a entrada no mercado de trabalho configura-se um óbice ao estilo de vida saudável. O mercado, todavia, não é o único responsável por dados como os supracitados.

As escolas e o Estado, na mesma problemática, têm responsabilidade. Isso porque, ainda de acordo com o IBGE, há uma relação positiva entre a prática de esportes e a escolaridade. Consoante Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “organismo vivo”, por ser, assim como este, composta por partes que se interagem. Por Analogia, se mais de 100 milhões de brasileiros não frequentam academias, há uma falha a ser corrigida no sistema educacional tupiniquim.

Resta evidente, destarte, que os hábitos do corpo social estão transviados e a atitude quanto a isso precisa mudar. Nesse contexto, a fim de elidir o sedentarismo entre a População Economicamente Ativa, é imperativo que o Ministério do Trabalho e o Legislativo flexibilizem o tempo da jornada laboral, diminuindo o estresse, incentivando a busca por saúde e esportes. É também fundamental que Estado e escolas fomentem aulas de educação física e alimentar, construindo um ciclo virtuoso. Quiçá, enfim, o país do futebol deixará a possibilidade de se tornar um paciente diabético.