Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 07/03/2021

No filme animado Wall-e, produção da Disney World, o telespectador se depara com uma população marcada pelo sedentarismo, na qual as pessoas não fazem qualquer exercício físico, inclusive andar. Em certa medida, tal cenário se faz presente no mundo atual e é um mal causado pelo comodismo advindo da tecnologia, traz consigo problemas a saúde física e mental dos indivíduos. Portanto, faz-se mister discutir o assunto em busca de soluções.

Primeiramente, é fulcral pontuar que o uso imprudente da tecnologia causa muitos impactos na sociedade, um deles é o agravamento do sedentarismo. O que é consoante ao pensamento do professor alemão Klaus Schwab ao afirmar que estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Isso se dá porque estão disponíveis para os cidadãos aplicativos que evitam que essas pessoas saiam de suas casas, nos quais pode-se pagar contas, se consultar com um médico, pedir comida, comunicar-se com outros indivíduos, dentre outros. Assim, é possível fazer uma gama de serviços movimentando apenas seus dedos.

Em segunda instância, é importante salientar que não só problemas físicos como também emocionais são derivados do sedentarismo. Tal perspectiva pode ser observada em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em que dez a cada cem pessoas no mundo sofrem com diabetes, e mais de vinte e cinco por cento da população, com hipertensão. Esses impactos negativos na saúde são derivados da falta de exercícios físicos e podem levar a doenças mentais como depressão—já que o corpo funciona como uma máquina e o defeito em uma das peças acarreta complicações em todo o sistema, segundo a teoria funcionalista do sociólogo francês Michel Foucault.

Posto isso, medidas devem ser tomadas para a gradual desintegração das problemáticas supracitadas. Sendo assim, a OMS, juntamente com os aplicativos de internet que oferecem comodismo à população, deve oferecer campanhas de conscientização sobre os impactos advindos do uso imprudente da tecnologia na vida do ser humano. Isso mediante vídeos e textos de relatos por parte das pessoas que sofrem com doenças advindas do sedentarismo, com a finalidade de diminuir os índices da mazela e, dessa forma, fazer com que as máquinas de Foucalt funcionem bem.