Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 24/05/2017

No campo da física, a lei da inércia dita: O que está em movimento, permanece em movimento na ausência de uma força externa. Analogamente, ainda na pré-história, os seres humanos rendem-se ao sedentarismo diante de uma das primeiras invenções: A agricultura. No mundo contemporâneo, por sua vez, a ausência de movimentação no cotidiano da população, em função das novas ferramentas tecnológicas, vem se tornando cada vez mais preocupante diante dos malefícios na saúde que ela traz -como a obesidade, diabetes e hipertensão-.

Primeiramente, é importante apontar que o homem sempre buscou ocupações e, mesmo frente à extinção do nomadismo, satisfez essa busca através de práticas esportivas. O que hoje ocorre, no entanto, é que as facilidades proporcionadas pela tecnologia acabam com a necessidade de se exercitar nessa procura por preencher o vazio existencial. Exemplo disso é um mural com imagens que mostram a luta em diversos movimentos, descoberto no Egito e datado em cerca de 1850 a.C., revelando uma prática que, atualmente, não é comumente vista fora da tela de tablets, celulares e computadores.

Outro aspecto a se considerar como um dos fatores que contribuem com o sedentarismo é a vida da população economicamente ativa em grandes centros urbanos. Segundo dados do IBGE, cerca de metade dos adultos fazem parte do grupo que gasta menos de 2200 calorias por semana em exercícios físicos. Paralelamente, é possível indicar esse fato como um dos vestígios deixados pela Primeira e Segunda Revolução Industrial, haja vista que estas incentivavam uma jornada de trabalho que chegava a 80 horas semanais, impossibilitando os operários de ter momentos destinados ao lazer e a saúde.

Fica evidente, portanto, que o sedentarismo anda em consonância com a rotina de trabalho nas grandes metrópoles e com os avanços tecnológicos que proporcionam cada vez mais entretenimento dentro de casa. A fim de amenizar o problema relativo à rotina nos aglomerados urbanos, o Governo Federal pode investir em ciclovias, que além de auxiliarem na prática de atividades físicas, diminuem significativamente a poluição atmosférica causada por veículos automotores, pois assim, os trabalhadores poderiam se exercitar no caminho do trabalho. Em apoio a essa iniciativa, a mídia deve trazer à tona os benefícios dessa mudança na locomoção, por meio de reportagens e documentários. Por fim, cabe aos pais educar os filhos para que, desde cedo, tenham interesse nos esportes, limitando o tempo dos pequenos em aparelhos digitais e os matriculando em escolas de futebol e natação, por exemplo.