Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 24/05/2017
Desde o empenhar da Revolução Industrial na Inglaterra, durante o século XVIII, houve uma drástica mudança nas locomoções e alimentações diárias dos indivíduos. No Brasil, mesmo tardia, a revolução tecnológica também influenciou no cotidiano da sociedade brasileira, contribuindo para o aumento do índice de sedentários. Consequentemente, com a prática desregular de atividades físicas e uma má alimentação, esses hábitos acabam acarretando no desenvolvimento de novos riscos à saúde do cidadão, afetando-o física e psicologicamente.
Com o desenvolvimento das tecnologias de entretenimento e de locomotivas, desde o processo de industrialização no Brasil, tornou-se cada vez mais constante o ritmo de práticas sedentárias na população nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2013 o índice de adultos sedentários chegou a 46%, evidenciando uma anormalidade na vida social dos cidadãos. A prática desregular de exercícios físicos e a má alimentação diária com fast foods e produtos industriais, deve-se a alienação do indivíduo às redes sociais e aos aparelhos televisivos , e a falta de políticas públicas adequadas no incentivo à prática de exercícios físicos nas escolas e ambientes públicos. Como consequência, o sedentarismo contribui para a formação de novas doenças crônicas, prejudicando a saúde física e mental do indivíduo. Dentre os malefícios que o sedentarismo pode afetar no cidadão, a obesidade, o diabete Mellitus tipo II e a hipertensão alta são as principais. Essas doenças além de proporcionarem um desconforto físico e prejudicarem a vida ativa do cidadão, também são motivos frequentes das práticas de bullying nas escolas e em ambiente públicos, devido à aversão imposta pela mídia, de forma indireta, aos que não se encaixam nos padrões atuais de beleza corporal, causando à vítima o consequente isolamento social e acarretando também em sérios problemas psicológicos à esta.
Segundo o sociólogo Émille Durkheim, a sociedade é um “organismo vivo”, portanto cada órgão que constitui a sociedade deve estar em equilíbrio para a manutenção do bem social de uma nação. Desse modo, é dever do Ministério da Educação promover a efetivação de suas políticas públicas de incentivo à prática de exercícios físicos em escolas, por exemplo, com mais aulas práticas esportivas, diminuindo, assim, o sedentarismo juvenil. Cabe também ao Ministério da Saúde o regulamento da Segurança Alimentar, mitigando a ocorrência de inadequações no teor calórico de produtos de industrias alimentícias,com o intuito de minimizar os riscos de saúde dos consumidores brasileiros. Além disso, é dever da mídia o incentivo ,em propagandas educacionais,a uma vida mais saudável com alimentações regulares e à prática de exercícios para o bem estar social do cidadão.