Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 24/05/2017

Há milhares de anos, o homem pré-histórico percebeu que domesticando animais, plantando e se fixando em um local seguro, as chances de sobrevivência seriam maiores. Com isso, deixou de ser nômade para se tornar sedentário. Infelizmente, nos dias de hoje, essa característica tomou outros rumos. A falta de atividade física, movimento ou atividades ocupacionais de um indivíduo geram o perigoso sedentarismo do século XXI. Nesse cenário, então, fazem-se necessárias melhores discussões e soluções para a problemática ou os efeitos serão irreversíveis.

De acordo com dados do site Época, a doença que mais afeta o mundo é o sedentarismo com 60% da população atingida e, somente, no Brasil o números é de 46%. Esses dados estão à frente de diabetes, hipertensão e tabagismo. Dessa maneira, conclui-se que o sedentarismo é um gigantesco fator de rico para o mundo. Nesse âmbito, sabe-se que esse hábito diminui a expectativa de vida em 30% e devido a ele os portadores podem gerar diabetes, obesidade, trombose, doenças cardiovasculares e até câncer. Ou seja, uma simples opção de vida com o mínimo de exercícios e uma alimentação sem exageros podem proteger a pessoa de diversas doenças.

Por outro lado, muitos não estão preocupados visto que, o mundo que se vive facilitou a opção sedentária desses indivíduos. Pode-se trabalhar em casa ou resolver tudo pelo celular, o carro próprio para ir ao trabalho ficou cada vez mais fácil de conseguir e a correria do dia-a-dia que só permitem comer fora, abre portas para o sedentarismo desenfreado nas sociedades.

Portanto, acabar com esse grande mal do século em uma sociedade que induz o indivíduo a ser sedentário não será fácil. Mas, as esferas governamentais podem investir em educação conscientizando desde cedo as crianças. Precisam criar campanhas no meio público e na mídia mostrando as consequências de ser sedentário e formas de combatê-lo e, ainda, necessitam montar projetos de incentivo a atividades físicas nas praças e ruas para todas as idades, a utilização de bicicletas para qualquer locomoção e, então, começarão a mudar o rumo que a sociedade está tomando.